Coronavírus
Publicado em 16/04/2020, às 12h52 Redação News
O relato de um engenheiro brasileiro que mora no Equador mostra o potencial devastador da Covid-19 no país. Em Guayaquil, cidade epicentro da doença que viu os sistemas de saúde e funerário entrarem em colapso, o brasileiro percebeu um aumento de urubus no céu, diante do acúmulo de corpos de vítimas do novo coronavírus.
Com a demora para que os corpos sejam recolhidos, há famílias que abandonam as vítimas no meio da rua. A prefeita da cidade, Cynthia Vieri, afirmou que “não há espaço nem para vivos, nem para mortos”, se referindo a hospitais e cemitérios.
Com 17,4 milhões de habitantes, o Equador registra 7,8 mil novos casos, sendo 4 mil somente em Guayaquil. Até o momento, foram registradas 388 mortes, de acordo com a universidade americana Johns Hopkins. No entanto, assim como o Brasil, o país convive com a falta de testes para detecção da Covid-19, o que indica que este número pode ser muito maior. Cerca de 1000 óbitos ainda são considerados suspeitos, segundo informações do G1.
Quanto aos urubus, o calor que acelera o estado de putrefação atrai ainda mais os animais. O transporte dos corpos em caminhões improvisados também contribui para a situação atípica.
“O líquido dos corpos em decomposição vai sendo derramado nas ruas, infectando tudo. O mau cheiro é insuportável”, diz o brasileiro.
Com as medidas de restrição, o preço do caixão inflacionou. Se antes custava em torno de US$ 800, agora pode chegar a US$ 2000, e os fabricantes tem encontrado dificuldade em conseguir matéria-prima para atender a demanda. Veículos internacionais chegaram a mostrar fotos de pessoas sendo enterradas em caixas de papelão.
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