Coronavírus

Presidente da Caixa diz que beneficiários preferem procurar o banco: "Mas todos os outros estão participando"

Júlio Nascimento/PR
A cobrança pela distribuição por outros bancos tem sido feita por diferentes autoridades. O governador da Bahia, Rui Costa (PT), é uma delas  |   Bnews - Divulgação Júlio Nascimento/PR

Publicado em 11/05/2020, às 17h39   Pedro Vilas Boas



O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou, durante sessão do Congresso nesta segunda-feira (11), que todos os outros bancos públicos estão participando da distribuição do auxílio emergencial de R$ 600, mas há uma preferência pelas agências do banco.

"Todos os bancos públicos estão participando. Banco do Brasil pagou mais de 1,5 milhão. A diferença é que nós estamos pagando a um terço dos adultos mais carentes do Brasil. Desse terço 90% são clientes da Caixa, ou vão à Caixa. Vários receberam de outros bancos, mas foram na Caixa receber", respondeu, após ser questionado sobre o assunto pelo deputado federal baiano Cacá Leão (PP-BA).

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Guimarães participa nesta tarde de uma sessão por videoconferência realizada no âmbito da comissão mista que acompanha as ações do poder público no combate à Covid-19.

A cobrança pela distribuição por outros bancos tem sido feita por diferentes autoridades. O governador da Bahia, Rui Costa (PT), é uma delas.

"Cinquenta e dois bancos participam. Todos os bancos públicos já participam. A diferença é o tamanho da Caixa Econômica", concluiu Guimarães.

Projetos de lei

Alguns projetos de lei que tramitam na Câmara dos Deputados pretendem ampliar as instituições capazes de pagar o auxílio emergencial, o que hoje é feito apenas por bancos públicos. É o caso do Projeto de Lei 2380/20, do deputado Assis Carvalho (PT-PI), que permite que pagamento seja feito também por bancos privados. 

“Estamos vendo filas em agências bancárias durante a pandemia, tudo por causa da dificuldade que as pessoas estão enfrentando para realizar o cadastramento e para o recebimento do auxílio emergencial de R$ 600”, justifica.

Evitar filas também é o objetivo do Projeto de Lei 2486/20, que permite que o pagamento do benefício seja feito por bancos privados, inclusive com a utilização de caixas eletrônicos, agentes lotéricos e correspondentes bancários. O autor da proposta é o deputado baiano Pastor Sargento Isidório (Avante-BA).

Ação popular

No último dia 5, o senador Jaques Wagner (PT) entrou com uma ação popular solicitando que seja retirada da Caixa Econômica Federal a centralização do repasse do auxílio emergencial de R$ 600, dado pelo governo federal. O objetivo é tentar acabar com as longas filas nas agências, que provocam aglomerações. A sugestão do parlamentar é que outras opções sejam incluídas nessa tarefa, como os bancos privados e pequenos e médios comércios, por meio do modal praticados por Fintechs, empresas facilitadoras de pagamentos. 

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