Coronavírus
Publicado em 26/06/2020, às 15h54 Redação BNews
O Hospital Israelita Albert Einster, um dos maiores do Brasil, localizado em São Paulo, enviou um comunicado a médicos e colaboradores em que desaconselha o uso de cloroquina em pacientes com Covid-19.
A instituição chegou a testar o medicamento, mas na nota divulgada nesta sexta-feira em que pede para que evitem a administração da hidroxicloroquina e cloroquina, reforça que nunca houve um protocolo interno para a sua utilizaçao no tratamento de contaminados com o novo coronavírus.
No entanto, de acordo com informações do Estadão, alguns médicos do corpo clínico faziam a prescrição mediante consentimento do paciente, em caráter "off label" - quando um remédio é receitado fora das indicações da bula.
Na nova cartilha, o hospital recomenda que os profissionais evitem o uso "off label" do medicamento, defendido e propagado por muito tempo como uma das principais apostas do governo Bolsonaro na luta contra a doença.
A nota reitera que as pesquisas existentes não apontam para grande diferença entre o tratamento com ou sem cloroquina, mas que os "riscos conhecidos e potenciais" da administração não justificam o seu uso.
Leia a nota na íntegra:
O Hospital Israelita Albert Einstein esclarece que nunca contou com um protocolo de uso da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19. Médicos do corpo clínico aberto, porém, poderiam prescrever os medicamentos em acordo com os pacientes confirmados com o novo coronavírus, fazendo a utilização chamada de off label, ou seja, fora das indicações homologadas para os fármacos pela agência reguladora no Brasil, a Anvisa.
Nesta quinta-feira (25/06), o Einstein recomendou a não utilização, nem em modo off label das medicações em pacientes internados pela infecção causada pelo Sars-coV-2 no hospital, frente ao recente comunicado divulgado pela agência americana FDA revogando a autorização de uso emergencial do medicamento sulfato de hidroxicloroquina e fosfato de cloroquina no atendimento a pacientes com Covid-19, levando em consideração que os estudos não mostraram diferenças em relação ao tratamento padrão e que os benefícios da utilização dos medicamentos não superaram seus riscos conhecidos e potenciais, além de um estudo controlado randomizado não demonstrar evidência e benefícios em relação à mortalidade, ao tempo de internação ou à necessidade de ventilação mecânica.
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