Coronavírus

Cinco hospitais particulares de Salvador têm 100% dos leitos de UTI para covid-19 ocupados

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Avanço da pandemia tem preocupado gestores

Publicado em 22/02/2021, às 13h37    Divulgação    Redação BNews


O avanço da pandemia de coronavírus na Bahia fez com que cinco hospitais particulares de Salvador e da região metropolitana atingissem a marca de 100% de ocupação nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes diagnosticados com covid-19, são eles: Hospital Teresa de Liseux; Hospital da Bahia; Hospital Português; Hospital Jorge Valente; e Hospital Aeroporto. O aumento no número de casos tem preocupado a gestão do prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), e do governador da Bahia, Rui Costa (PT).

Veja a ocupação de leitos de UTI dos hospitais da rede privada 

Hospital Teresa de Liseux: 100%
Hospital da Bahia: 100%
Hospital Português: 100%
Hospital Jorge Valente: 100%
Hospital Aeroporto (localizado em Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador): 100%
Hospital São Rafael 97%
Hospital Aliança: 95%
Hospital Cardiopulmonar: 90%
Hospital Santa Isabel: 95%

Preocupado com o número de casos, Bruno Reis informou nesta segunda-feira (22) que a prefeitura da capital baiana irá assumir o comando do Hospital Salvador, que funcionará para atendimento a pacientes diagnosticados com covid-19. A unidade irá oferecer 100 novos leitos, sendo 20 de terapia intensiva e outros 80 de clínica médica.

De acordo com dados da prefeitura, a oferta de leitos sob gestão municipal é de 555, número superior ao de 449 que foram ofertados no auge da primeira onda. Além de assumir o Hospital Salvador, o demista anunciou que consultórios odontológicos de 24 unidades de saúde de Salvador serão adaptados para leitos de enfermaria para pacientes com covid-19. A expectativa é que a medida ofereça 75 novos leitos. 

A partir desta terça-feira (23), todos os campos e quadras públicos serão fechados para a realização de atividades esportivas; e a partir de quarta-feira (24), todas as praias e clubes sociais da cidade voltarão a ser fechados. As determinações valerão pelo prazo inicial de sete dias. O objetivo é evitar a disseminação da covid-19 pela cidade. 

"Preciso chamar atenção que, se nós estamos com problema na rede pública de saúde, na rede privada, infelizmente, a situação ainda é mais grave [...] poucas unidades particulares ainda não chegaram a 100% na ocupação dos seus leitos. Isso se deve, primeiro, ao fato de ter aumentado muito a demanda devido à covid-19 e, segundo, porque existem unidades enfrentando fluxo por outros atendimentos como AVC e doenças de coração, que requerem UTI", afirmou.

O prefeito pediu o apoio e cobrou que a população cumpra os decretos municipais e estaduais de combate ao coronavírus. O demista ressaltou que a atual determinação de medidas protetivas não impede um novo decreto com restrições mais duras.

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