Justiça

Conselho de psicologia, deputado federal e psicóloga criticam decisão judicial sobre reversão sexual

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A decisão permite que psicólogos tratem a orientação sexual de gays, lésbicas e bissexuais, como doença   |   Bnews - Divulgação Reprodução

Publicado em 19/09/2017, às 15h37   Yasmim Barreto




O juiz Waldemar Cláudio de Carvalho acatou parcialmente, na última quinta-feira (18), o pedido liminar em uma ação popular contra a Resolução 01/99 do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que permite psicólogos tratarem a orientação sexual de gays, lésbicas e bissexuais como doença, sendo curada a partir de terapia para reversão sexual. A liberação da Justiça impede que o CFP interfira ou censure o psicólogo que concorde com esta decisão.

A psicóloga Lígia Baruch Figueiredo ressalta que esse tipo de decisão normalmente acontece por misturar religião com psicologia "Não é possível mudar a inclinação sexual de ninguém. Mudança de orientação sexual torna a homossexualidade um problema, uma doença. Já avançamos no sentido de que não é uma doença. Por isso seria um grave retrocesso", completou. A doutora Lígia Baruch atende bissexuais, homossexuais, heterossexuais e lésbicas há 25 anos.

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O Conselho Federal de Psicologia, em seu site oficial, se posicionou contrário à ação afirmando que o Judiciário se equivoca ao desconsiderar orientações sexuais não heteronormativas. Destacando que a Resolução 01/99 trata outras sexualidades sem as criminalizar ou patologizar. O CFP informou que vai recorrer da decisão liminar.

Já o deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ) foi enfático em um texto publicado no Facebook: a homossexualidade é uma orientação sexual, tão normal, saudável e natural quanto à heterossexualidade ou a bissexualidade. Nenhum cientista de nenhum lugar do mundo diz que a homossexualidade ou a heterossexualidade possam ou devam ser "curadas" ou "revertidas". Isso é uma burrice, uma loucura.

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