Justiça
Publicado em 04/10/2017, às 16h50 Redação BNews
A Justiça paulista decidiu submeter a júri popular a ex-gerente de supermercado Tatiana Ferreira Lozano Pereira, de 32 anos, que matou o filho de 17 anos por ele ser homossexual, em Cravinhos, no interior de São Paulo, em dezembro.
Além da mãe, Victor Roberto da Silva, de 19 anos, e Miller da Silva Barissa, de 18, também serão julgados como autores da morte de Itaberli Lozano, que foi morto e teve o corpo queimado.
Os três responderão pelo crime de homicídio triplamente qualificado, já que teria sido cometido por motivo torpe, meio cruel e sem dar chance de defesa à vítima. Tatiana também é acusada de ocultação de cadáver.
A Justiça mandou soltar o padrasto da vítima, Alex Canteli Pereira, por considerar que as provas contra ele são insuficientes para mantê-lo preso. Ele responderá por ocultação de cadáver. O Ministério Público Estadual vai recorrer contra a decisão de soltar o suspeito.
À polícia, a mulher inicialmente confessou ter dado uma facada no filho porque ele a atacara, depois mudou a versão e acusou os dois rapazes, a quem ela havia pedido apenas para dar "um corretivo" no adolescente. Eles, no entanto, disseram que bateram e tentaram enforcar o rapaz na casa da mãe, mas foi ela quem desferiu as três facadas que mataram Itaberli.
Tatiana teve ajuda do marido - padrasto do rapaz - para enrolar o corpo em um edredom, transportar e queimar. Houve ainda a participação de uma estudante de 16 anos, que acabou dando informações à polícia sobre o caso. De acordo com o Estadão, o MP sustenta que o crime foi motivado por homofobia, pois a mãe não aceitava a condição do filho de ser gay.
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