Justiça

Kátia Vargas: “fria e calculista”, definem familiares de jovens mortos em Ondina

Imagem Kátia Vargas: “fria e calculista”, definem familiares de jovens mortos em Ondina
Protesto pede júri popular à médica, acusada de matar os irmãos  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 21/03/2014, às 06h31   Juliana Nobre (Twitter: @julianafrnobre)



Cinco meses após a morte dos irmãos Emanuel e Emanuelle Dias, em Ondina, familiares dos jovens continuam abalados. Em mais um protesto em frente ao Tribunal de Justiça, em Salvador, a mãe dos irmãos, Marinúbia Gomes, lamentou a soltura da acusada pelas mortes, a médica Kátia Vargas, e pediu a aceleração do julgamento do processo.

Mãe, primos e tios dos jovens levaram cartazes pedindo o encaminhamento ao júri popular. Em dezembro do ano passado, a defesa da médica solicitou que não houvesse um julgamento por pessoas convocadas. Contudo, os familiares definiram a oftalmologista como “fria e calculista”. Emocionada, Marinúbia ainda pediu para que as pessoas tenham mais paciência no trânsito para que evitem tragédias como a dos jovens.


Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

“Não importa quanto tempo leve, não tenho pressa de voltar para casa porque lá não tenho meus filhos. Fico aqui até o dia que for necessário, mas quero que a justiça seja feita, que ela [Kátia Vargas] vá a júri popular. Viemos pedir também para acabar com a intolerância no trânsito, que sirva para as pessoas refletirem sobre o que aconteceu. Meus filhos foram vítimas da intolerância, de uma discussão besta. Ela perseguiu os meus filhos e fez o que fez. Ela vai pagar por isso”, afirmou a mãe.


Sobre o vídeo apresentado pela defesa da médica, no fim do ano passado, os familiares continuam revoltados. Para a mãe dos jovens a frieza de Kátia Vargas assusta. Na época, a médica contou que faz orações pelos irmãos e pela família deles. “Nos sentimos injustiçados, no auge da injustiça, mas a lei é clara e é para todos. Temos que respeitar a decisão do Tribunal. A justiça que trabalhe pela justiça”, acrescentou.


A prima dos jovens, Maiane Dias, ainda mandou um recado para a oftalmologista. Para ela, Kátia Vargas deveria confessar o crime. “Me impressiona a frieza dela. Ela é fria, calculista, sem sentimento, sem remorso. Não quero que ela ore, faça a missa para a gente. Quero que ela confesse o crime porque se eu estivesse no lugar dela não conseguiria viver com o sentimento de que matei duas pessoas. Eu estaria louca, cometeria suicídio e não usufruindo da liberdade”.

Maiane ainda acrescentou que recebe, diariamente, informações de que Kátia Vargas e a família está morando em uma casa de praia de Guarajuba - litoral norte.

Veja a galeria de fotos


Leia também:

Decisão sobre júri popular de Kátia Vargas é adiada  



Publicada no dia 20 de março de 2014, às 16h18

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)