Justiça

Acusados de executar cabeleireiro dentro de salão em Salvador são condenados a mais de 50 anos de prisão

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O julgamento de Valdir Cabeleireiro, que durou 14 horas, resultou em penas de 23 e 28 anos para os réus envolvidos no crime  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Redação BNews

por Redação BNews

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Publicado em 07/10/2026, às 07h07



Os dois homens acusados de matar o cabeleireiro Valdir Macário, conhecido como Valdir Cabeleireiro, foram condenados pelo Tribunal do Júri, em Salvador, a mais de 50 anos de prisão. O julgamento aconteceu nesta terça-feira (6), no 2º Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Salvador, no Fórum Ruy Barbosa, em uma sessão que durou cerca de 14 horas.

Edgar da Silva Santos foi condenado a 23 anos e 3 meses de reclusão por homicídio qualificado, cometido por motivo torpe, com perigo comum e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

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Já Patric Ribeiro Tupinambá recebeu pena de 28 anos e 7 meses de reclusão por homicídio qualificado, também cometido por motivo torpe, com perigo comum e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de roubo.

Relembre o crime

Valdir Macário foi assassinado em 12 de novembro de 2016, dentro do próprio estabelecimento comercial, o Salão Valdir Cabeleireiro, localizado na Avenida Vasco da Gama, em Salvador.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), Edgar da Silva Santos teria ordenado a execução de Valdir, enquanto Patric Ribeiro Tupinambá e outros dois homens, que não foram identificados, teriam participado da ação armada.

As investigações apontaram que os criminosos entraram no salão e efetuaram disparos contra o cabeleireiro. A ação foi registrada por câmeras de segurança do estabelecimento.

Ainda conforme a denúncia, a morte de Valdir teria sido motivada por uma vingança relacionada a ciúmes. Edgar teria suspeitado que a vítima ajudava o próprio irmão, Reginaldo, a manter encontros amorosos com a mulher dele.

Antes do assassinato, em 15 de outubro de 2016, Edgar teria tentado matar Reginaldo dentro do mesmo salão, mas o irmão de Valdir sobreviveu à tentativa. Conforme a acusação, após não conseguir matar Reginaldo, Edgar teria decidido se vingar dele por meio do assassinato do irmão.

Mandante chegou a confessar crime

Após ser preso, Edgar confessou à polícia que seria o mandante da morte de Valdir, mas, ainda assim, não foi levado a julgamento.

Em novembro de 2017, o então juiz Eduardo Augusto Leopoldino entendeu que o Ministério Público não havia apresentado elementos suficientes para comprovar que ele era o mandante do homicídio.

O acusado voltou a ser preso em 2020, durante uma ação da Polícia Militar no bairro de Itapuã, em Salvador. Na ocasião, segundo a PM, havia um mandado de prisão em aberto contra ele por outros crimes e não estava relacionada à morte de Valdir.

Julgamento foi adiado seis vezes

O julgamento que terminou com a condenação dos dois réus chegou a ser adiado seis vezes antes da sessão desta terça-feira (6). As datas anteriores eram 8 de julho de 2025, 23 de abril de 2026, 10 de junho de 2026, 6 de agosto de 2026, 25 de agosto de 2026 e 6 de setembro de 2026.

Entre as justificativas apresentadas para os adiamentos estavam problemas de saúde de um dos acusados e incompatibilidade de agenda do advogado. A sessão chegou a ser adiada poucos minutos antes do horário previsto em uma das ocasiões.

No último adiamento, a defesa de Edgar informou que ele estava afastado das atividades por determinação médica em razão de uma infecção. O advogado Ivan Jezler Costa Junior afirmou que não havia interesse em retardar o julgamento e declarou confiança no andamento do processo.

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