Justiça
Um caso de acusação de homicídio qualificado e ocultação de cadáver foi marcado por intensos debates e desentendimentos entre acusação e defesa, no Tribunal do Júri de Pirapozinho (SP), o que levou à suspensão do julgamento na primeira tentativa, em novembro do ano passado.
De acordo com informações do portal DireitoNews, após a retomada, o réu foi absolvido das acusações de homicídio doloso por meio cruel, motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima, bem como da suposta participação no PCC. O réu foi condenado apenas pelo crime de ocultação de cadáver, cuja pena já foi integralmente cumprida.
Trata-se do caso de um assassinato que envolve um homem de 34 anos, encontrado morto em novembro de 2023, em Sandovalina (SP). Três réus foram acusados pelo crime, mas a promotoria não conseguiu comprovar a ligação deles com o PCC.
Os outros dois acusados foram condenados por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
De acordo com registro em ata, o advogado teria comentado informalmente com seu assistente que daria uma "surra" no promotor.
Discussões acaloradas levaram a magistrada a suspender a sessão para que os ânimos se acalmassem e chegou a solicitar reforço policial. Mas, a situação se agravou quando a juíza recebeu relatos de que um dos jurados se sentiu ameaçado pela presença de familiares dos réus no plenário.
A defesa do réu sustentou a inocência do mesmo, quando da retomada do julgamento e o Júri concordou com a tese da defesa e absolveu o acusado da maioria das acusações. Ele foi condenado apenas por ocultação de cadáver, mas, como já cumpriu mais de três anos de prisão, teve a pena extinta e será libertado.
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Cadastrado por Lorena Abreu
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