Justiça

Americanas é condenada a pagar ‘bolada’ por revista indevida a garoto de 12 anos

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Juíz alegou racismo pelas vestes e cor da pele do menino  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Agência Brasil
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 11/07/2025, às 17h43



A empresa Lojas Americanas foi condenada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) a indenizar em R$ 30 mil um garoto, de 12 anos, que foi revistado por um funcionário de uma loja situação em Campinas, no interior paulista. O juíz que determinou a sentença, alegou racismo.

Segundo o Metrópoles, o caso aconteceu em outubro de 2020, quando o menino passeava com os pais no Shopping Spazio Ouro Verde, e comprar um desodorante a pedido do pai, quando foi acusado de por um funcionário da loja.

“Devolve, devolve o que você pegou, eu vi que você pegou”, teria dito o trabalhador. O garoto negou e foi revistado por ele na frente de todos x

O menino saiu da loja, ainda escoltado pelo segurança, e contou ao pai, que procurou a Justiça, sobre o ocorrido.

O juíz pediu vistas as imagens da loja. Porém sem sucesso. Por isso, a justiça considerou as afirmações da vítima verdadeiras.

“A abordagem se deu apenas por se tratar de uma criança de origem humilde e vestimenta simples, com a cor de pele que chama atenção daqueles que tem um olhar discriminador e buscam antes de qualquer atitude um motivo para abordar e imputar um ato delituoso”, argumentou o juíz.

A Justiça decidiu condenar a empresa a pagar R$ 30 mil ao garoto por danos morais. O valor se justifica pelo motivo do abalo (racismo) e a idade do ofendido (menor de idade).

O que diz a empresa

Procurada pelo Metrópoles, a Lojas Americanas afirmou que “tem como alguns de seus valores a ética e a pluralidade, e busca promover um ambiente seguro, diverso e equitativo como pilar essencial para a construção de uma sociedade mais justa”.

A empresa afirmou ser signatária do Movimento pela Equidade Racial (MOVER) e que iniciou, em 2022, sua jornada de letramento racial e ações afirmativas para 100% dos colaboradores da companhia com o objetivo de sensibilizar e desenvolver, internamente, ferramentas que erradiquem práticas discriminatórias.

“Com base em seu Código de Ética e sua Política de Diversidade, Inclusão e Direitos Humanos, a companhia normatiza e reafirma este compromisso com a inclusão, a equidade e o respeito em todas as suas relações, incluindo a entre clientes e colaboradores, e vem intensificando o exercício desses valores em seus treinamentos para toda a operação”, completou.

A loja ainda pode recorrer a decisão judicial.

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