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Aposentadoria: os 8 erros que podem atrasar ou reduzir seu benefício

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Entenda a importância de um planejamento previdenciário para garantir uma aposentadoria vantajosa e segura  |   Bnews - Divulgação Foto: Divulgação
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 26/11/2025, às 18h00



“A pressa em se aposentar pode custar caro. Cada decisão tomada sem planejamento pode representar uma perda significativa no valor do benefício”, alerta o advogado Eddie Parish, sócio do Parish & Zenandro Advogados e especialista em causas contra o INSS e aposentadoria do servidor público.

A Previdência Social passa por constantes mudanças, o que gera insegurança entre os segurados e levanta dúvidas como: “Devo me aposentar agora ou esperar mais um pouco?” ou “Será que vale a pena pedir qualquer aposentadoria só para garantir?”

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Para a maioria dos brasileiros, a aposentadoria é mais que o encerramento de uma trajetória profissional, é a segurança financeira no futuro. Mas, ao agir por impulso, muitos acabam cometendo erros que reduzem o valor do benefício ou atrasam sua concessão.

Pensando nisso, o advogado Eddie Parish lista os 8 erros mais comuns cometidos por quem quer se aposentar e explica como evitá-los.

  • 1. Pedir a aposentadoria sem orientação de um especialista e sem planejamento

Um dos erros mais frequentes é entrar com o pedido sem entender qual é o momento ideal para se aposentar.“Muita gente se apressa para garantir o benefício e acaba fazendo isso antes da hora, sem considerar idade, tempo de contribuição e regras de transição”, explica Parish.

O resultado pode ser um valor menor do que o esperado. “Um planejamento previdenciário bem feito mostra quando e como pedir a aposentadoria para que o segurado tenha o melhor retorno possível”, completa o advogado.


  • 2. Pedir a aposentadoria muito cedo

“Quanto mais jovem o segurado for, maior o impacto no cálculo do benefício”, explica Parish.

Mesmo que o tempo de contribuição já esteja completo, esperar alguns meses pode resultar em um valor mais alto.

“O ideal é alinhar o tempo de contribuição à idade para aproveitar melhor as regras de transição e evitar reduções desnecessárias”, orienta.

  • 3. Aceitar a primeira aposentadoria concedida pelo INSS

Nem sempre o benefício que o INSS concede é o mais vantajoso. “Muitos segurados acham que, se o INSS aprovou, está tudo certo. Mas o órgão tende a conceder a opção mais econômica para o sistema, não a mais vantajosa para o trabalhador”, alerta Parish.

Antes de aceitar a concessão, é fundamental revisar o cálculo com um advogado especializado. Existem casos em que o segurado teria direito a um benefício até 30% maior se tivesse comparado outras regras disponíveis.

  • 4. Não fazer o planejamento previdenciário

Esse é um dos erros mais graves. “O planejamento previdenciário é o coração de uma aposentadoria bem-sucedida. Ele permite identificar contribuições incorretas, períodos faltantes e o melhor momento para requerer o benefício”, afirma Parish.

Com o fim do fator previdenciário, o cálculo da aposentadoria depende ainda mais da análise das regras de transição e dos pontos acumulados. Isso reforça a importância de um bom planejamento antes de dar entrada no pedido.

  • 5. Não conferir o CNIS

O Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) é a base de todo cálculo previdenciário.“É muito comum encontrarmos vínculos ausentes ou datas incorretas no CNIS. Cada erro não corrigido pode reduzir tempo de contribuição ou o valor final do benefício”, alerta o advogado.

A recomendação é que o segurado consulte e atualize o CNIS sempre que mudar de emprego ou for demitido.

  • 6. Não revisar a aposentadoria por medo do INSS

“Muitos aposentados deixam de pedir revisão porque têm medo de perder o benefício ou sofrer algum bloqueio, e isso é um grande equívoco”, explica o advogado.

A revisão é um direito do segurado e serve para corrigir erros no cálculo ou incluir períodos que não foram considerados. “O INSS não cancela aposentadoria por causa de uma revisão legítima. Deixar de revisar um benefício abaixo do que você merece é abrir mão de dinheiro que é seu por direito”, reforça Parish.

  • 7. Não solicitar a inclusão de atividade especial

Quem trabalhou exposto a agentes nocivos, como químicos, físicos ou biológicos, pode ter direito à aposentadoria especial.

“Muitos trabalhadores deixam de pedir a conversão do tempo especial em comum, perdendo o acréscimo de 20% a 40% no tempo de contribuição. Isso faz uma enorme diferença no cálculo final”, pontua Parish.

  • 8. Aceitar tudo que está na carta de concessão do INSS como se fosse verdade

Após a concessão, o INSS envia a Carta de Concessão, que deve ser analisada com atenção.“Esse é o momento crucial. Se o segurado sacar o benefício sem revisar a carta, perde o direito de corrigir erros administrativos”, explica Parish.

O ideal é procurar um advogado especializado antes de movimentar o benefício. “Uma análise técnica pode evitar prejuízos que se estendem por toda a vida.”

Mesmo quem já se aposentou pode corrigir falhas. “Erros no cálculo ou no reconhecimento de tempo de contribuição podem ser revistos judicialmente. O importante é não desistir de buscar o que é justo”, conclui o Eddie Parish.

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