Justiça
por Héber Araújo
Publicado em 29/09/2025, às 18h34
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF) foi a escolhida por Edson Fachin, que assumiu a presidência da Corte nesta segunda-fera (29), para discursar em homenagem à nova gestão que comandará o Supremo. Em sua fala, a ministra ressaltou o papel do STF na defesa da democracia e enviou um recado.
Segundo ela, a posse de Fachin como presidente do Supremo, e de Alexandre de Moraes como o vice, tem um tom ainda mais sério, devido aos últimos acontecimentos ocorridos na política brasileira. “Alternam-se os juízes sem que se altere a instituição, seus compromissos e responsabilidades com a sociedade”, disse a ministra.
Os juízes desta casa tem ciência das especificas tribulações de nosso tempo, que impõe uma ininterrupta vigilância dos valores da democracia tão duramente conquistada no Brasil, e recentemente novamente agredida, desconsiderada e ultrajada por anti-democratas. A ditadura é pecado mortal da política”, declarou.
A magistrada enviou um recado para aqueles que atenderam contra a democracia, afirmando que “a discórdia e a desavença são venenos semeados pela ditadura”. Em sua declaração, ela contou que a ditadura não protege os cidadãos, mas atenta contra suas liberdades.
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De acordo com Cármen Lúcia, defender a democracia não é dever de exclusivo da Suprema Corte. “A democracia não é incumbência única deste STF, sabemos bem. É de toda a cidadania. Não há democracia sem democratas, nem República sem republicos”.
Esta casa tem apenas a função função de não permitir que a democracia seja quebrantada, sabedores que somos todos, que a prepotência não arrefece seu ânimo, estando sempre à espreita. Mas ela não vence se não se desiste do direito e da Justiça. Por isso, a democracia e os democratas deverão estar sempre alertas e vigilantes”, frisou.
A ministra reforçou que, nos tempos de radicalismo e discursos “febris e vazios” é necessário que os diferentes se reconheçam e se respeitem. “Os diferentes se reconhecem, mas os diferentes que se respeitam é que ampliam as possibilidades de libertação e aperfeiçoamento individual e coletivo”, completou.
A magistrada concluiu afirmando que é preciso manter a esperança viva, mas que o solo para preservação dessa esperança está na democracia.
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