Justiça

Caso Sara Freitas: TJ-BA afirma que defesa de réus abandonou julgamento e nega falhas na organização

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Uma nova data foi remarcada pelo Tribunal de Justiça da Bahia. Corte afirmou que vai acionar a OAB.  |   Bnews - Divulgação BNews e Arquivo Pessoal
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 27/11/2025, às 11h10 - Atualizado às 11h15



O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) divulgou, nesta quinta-feira (27), uma nota de esclarecimento sobre a suspensão da sessão do Tribunal do Júri que julgaria o homicídio da cantora gospel Sara Freitas, em Dias d’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador. O órgão afirma que não houve qualquer irregularidade na preparação do julgamento e que a interrupção ocorreu por decisão exclusiva da defesa dos réus.

Defesa deixou o plenário sem respaldo judicial
Segundo o TJ-BA, os advogados dos réus abandonaram o plenário sem apresentar pedido formal prévio. Eles alegaram inadequação do local do julgamento, mas a justificativa não foi registrada oficialmente antes.

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“O abandono do plenário ocorreu por decisão exclusiva da defesa técnica dos réus”, diz trecho da nota. Além disso, reforçou que “não procede qualquer tentativa de atribuir ao Judiciário a responsabilidade pelo adiamento da sessão.” O TJ-BA destaca que a saída foi uma estratégia da defesa, “sem respaldo judicial”.

Estrutura estava pronta, diz tribunal
A nota reforça que a sessão estava organizada dentro das condições legais. Segundo o TJ-BA, havia cerca de 17 policiais militares no local, além de cinco viaturas, e não houve risco para advogados, jurados ou demais presentes.

Além disso, explicou que a imprensa estava do lado de fora, aguardando liberação para entrar. O tribunal também nega que tivesse sido marcada sessão na Câmara de Vereadores: “Em momento algum houve decisão do juízo no sentido de que a sessão plenária do júri seria realizada na Câmara Municipal de Dias d’Ávila.”

Processo seguiu o devido processo legal
A nota diz que toda a condução do julgamento respeitou as regras do Tribunal do Júri, garantindo direitos das partes e amplo exercício da defesa.

O tribunal afirma que questionamentos sobre estrutura deveriam ter sido apresentados antes da sessão: “Jamais utilizados como justificativa para a interrupção unilateral de um ato processual solene.”

Defesa pode ser responsabilizada
O TJ-BA diz que as defesas dos réus praticaram “ato atentatório à dignidade da Justiça”. Por isso, a Justiça determinou o envio de ofício à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para avaliar a conduta dos profissionais.

Nova data marcada
A sessão do júri foi remarcada para 24 de fevereiro de 2026, no Fórum da Comarca de Dias d’Ávila. O Tribunal de Justiça finaliza reafirmando seu compromisso:

“Um julgamento justo, imparcial e transparente, respeitando-se a legalidade e os direitos das partes, sobretudo em respeito à memória da vítima e ao direito da sociedade à Justiça.”

O CRIME

A cantora gospel Sara Freitas foi assassinada em 24 de outubro de 2023, em um crime que chocou a Bahia e ganhou repercussão nacional. O caso envolve quatro acusados, sendo um já condenado e três ainda aguardando julgamento por feminicídio, ocultação de cadáver e associação criminosa.

O que aconteceu

Sara Freitas foi morta de forma cruel e premeditada. Segundo o Ministério Público da Bahia, o crime foi cometido por motivo torpe, com meio cruel e sem possibilidade de defesa da vítima.

Ela foi levada ao local do assassinato por Gideão Duarte de Lima, ex-motorista de aplicativo, que já foi julgado e condenado em abril de 2025 a 20 anos e 4 meses de prisão.

Quem são os acusados

Três réus ainda aguardam julgamento:

  • Ederlan Santos Mariano: ex-marido de Sara, apontado como o mandante do crime.
  • Weslen Pablo Correia de Jesus (Bispo Zadoque): líder religioso, acusado de ser o executor.
  • Victor Gabriel Oliveira Neves: teria ajudado a segurar a vítima durante o assassinato.

Todos estão presos preventivamente e serão julgados pelo Tribunal do Júri de Dias D’Ávila.

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