Justiça
O plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) afastou, por 60 dias, o desembargador Marcelo Lima Buhatem por publicações feitas durante as eleições de 2022. A punição é a segunda sanção mais severa prevista pelo órgão, atrás, apenas, da aposentadoria compulsória.
Na decisão, o CNJ alegou que as postagens feitas por Marcelo Lima Buhatem indicavam “engajamento político-partidário em prol de um candidato”.
O desembargador respondia a um processo interno desde as eleições de 2022. O conselheiro Alexandre Teixeira, relator do processo disciplinar, argumentou que Marcelo Lima Buhatem comprometeu a “lisura das eleições”.
Durante as eleições presidenciais de 2022, A Associação Nacional de Desembargadores (Andes), presidida por Buhatem, chegou a publicar uma nota em menção elogiosa ao então presidente Jair Bolsonaro (PL).
A Corregedoria do CNJ, presidida por Luiz Felipe Salomão, identificou também publicações em que o desembargador critica o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na campanha eleitoral, Buhatem, através de um aplicativo de mensagens, compartilhou um texto que associava Lula como “o candidato de honra” da facção criminosa Comando Vermelho.
A conduta do desembargador já vinha sendo questionada devido a uma foto, tirada em 2021, em que ele aparece ao lado presidencial em uma viagem a Dubai. Na época, ele alegou estar de férias.
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