Justiça

Conselho do MPF avalia abertura de investigação sobre atuação de Paulo Gonet no caso Master

Antonio Augusto/STF
Caso sejam identificados indícios, o caso será encaminhado ao STF para possível abertura de inquérito  |   Bnews - Divulgação Antonio Augusto/STF
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 25/09/2026, às 09h42 - Atualizado às 09h43



Após mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, com menções ao chefe do Ministério Público Federal (MPF), o Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) decide nesta sexta-feira (25) se abre ou não uma apuração sobre possível crime envolvendo o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O Conselho vai avaliar a atuação de Gonet na condução das investigações sobre o banco, na prisão de Vorcaro e na condução das apurações relativas à instituição financeira. A análise é inédita no Conselho. Os nove integrantes vão decidir se as referências ao procurador-geral devem ser arquivadas ou se há elementos suficientes para aprofundar a apuração.

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Conforme noticiou o portal G1, se a maioria dos conselheiros entender que há indícios a serem investigados, um subprocurador-geral da República será designado para analisar os dados e verificar a possível existência de crime.

Após concluir a análise, o subprocurador terá que apresentar um relatório ao Conselho. Caso sejam identificados indícios de crime, os fatos serão encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte decidirá sobre a eventual abertura de um inquérito. 

Apesar das críticas e do desgaste de Gonet, aliados dizem que a maioria do Conselho deve votar pelo arquivamento do caso. Os conselheiros mais críticos à atual gestão apostam que Gonet pode ser pelo menos alvo de questionamentos durante a sessão.

Durante a sessão extraordinária no STF, que discutia a validade de um relatório da Polícia Federal envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, Paulo Gonet afirmou que não teve relação de proximidade com Vorcaro.

De acordo com o PGR, o único encontro com o banqueiro ocorreu em abril de 2024, na presença de várias autoridades. Os conselheiros também vão avaliar se Gonet deveria se declarar suspeito ou impedido de atuar nos casos que envolvem o Master.

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