Justiça

“Crime previsível”, dispara promotora de Justiça sobre casos de feminicídio no Brasil

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Durante entrevista, Sara Gama discute como o feminicídio é um crime que pode ser previsto e os sinais que o antecedem  |   Bnews - Divulgação Reprodução / BNewsTV
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 15/12/2025, às 18h31



A promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo Especializado de Defesa dos Direitos da Mulher (Nevid), Sara Gama, afirmou que o feminicídio é um “crime previsível”, durante entrevista ao programa Giro Baiana 2ª Edição, nesta segunda-feira (15), apresentado por Victoria Alves.

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Sara também destacou que, na maioria dos casos, há sinais claros de violência antes do desfecho fatal. Segundo a promotora, o envolvimento emocional das vítimas e a relação de proximidade com o agressor dificultam o reconhecimento da violência e a busca por ajuda. 

Ainda de acordo com Gama, em alguns casos, a pessoa que comete o crime tende a ser o próprio filho, o que torna ainda mais difícil a denúncia por parte das mulheres que, segundo Sara, “foram educadas para consertar as relações”.

“Crime previsível. É difícil, às vezes a gente está tratando de uma vítima cujo agressor é o filho. Então, para uma mãe dizer, ‘meu filho é um criminoso’, ‘meu filho está me agredindo’, é muito difícil. E a gente tem que entender essa realidade. Quando eu ouço as pessoas dizerem: ‘a mulher gosta, ela que escolheu errado, ela que permitiu’. Não é. Esse envolvimento emocional que a mulher tem, e nós fomos educadas para consertar as relações. Não somos nós, as mulheres, que vamos curar esses homens.”, disparou a promotora.

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