Justiça

Daniel Vorcaro desembarca em Brasília e passa por exame de corpo de delito antes de ser levado a presídio federal

Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Transferência do dono do Banco Master foi autorizada pelo STF após a Polícia Federal alertar sobre o poder de influência do investigado  |   Bnews - Divulgação Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Cibele Gentil

por Cibele Gentil

Publicado em 06/03/2026, às 18h20



O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, chegou a Brasília na tarde desta sexta-feira (6), por volta das 15h30, em uma aeronave da Polícia Federal. Ele ficará custodiado na Penitenciária Federal, presídio de segurança máxima.

Após o pouso no Aeroporto Internacional de Brasília, o empresário foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) da Polícia Civil do Distrito Federal, onde foi submetido ao exame de corpo de delito. O procedimento é praxe antes do ingresso no sistema penitenciário federal.

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A transferência foi autorizada nesta quinta-feira pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator dos processos derivados da Operação Compliance Zero. A decisão atendeu ao pedido da Polícia Federal, que argumentou que a permanência de Vorcaro em unidades comuns representava um risco às investigações, por conta da alta influência do banqueiro.

Além das questões investigativas, a corporação alegou que a medida visa garantir a integridade física do custodiado. Como precedente, foi citado o caso de seu aliado, Luiz Phillipi Mourão, que atentou contra a própria vida após ser preso na mesma fase da operação em Minas Gerais.

Histórico

A nova prisão de Daniel Vorcaro ocorreu na manhã da última quarta-feira (4), durante a deflagração da terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes bilionárias no Banco Master. O empresário já havia sido alvo de uma ordem de prisão no ano anterior, mas respondia ao processo em liberdade provisória com o uso de tornozeleira eletrônica.

Este novo mandado de prisão foi fundamentado pela Justiça após a análise de dados extraídos do aparelho celular do banqueiro, apreendido na fase inicial das investigações. As mensagens recuperadas revelaram que Vorcaro utilizava sua influência para ameaçar jornalistas e outras pessoas que contrariavam seus interesses.

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