Justiça

Defensoria Pública apresenta números sobre as audiências de custódia realizadas em 2023; confira

Joilson Cesar | Bnews
Levantamento analisou 2.898 prisões efetuadas no período  |   Bnews - Divulgação Joilson Cesar | Bnews

Publicado em 09/10/2024, às 14h05 - Atualizado às 14h47   Redação BNews



A Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA) divulgou nesta quarta-feira (09), em coletiva à imprensa, os resultados de uma pesquisa sobre as audiências de custódia realizadas em 2023 na capital baiana. O levantamento analisou 2.898 prisões efetuadas no período. 

De acordo com o documento disponibilizado pelo órgão, as prisões continuam a recair predominantemente sobre homens jovens, negros, com baixa escolaridade e sem recursos financeiros. O relatório traz ainda que os crimes contra o patrimônio – como roubo e furto – permanecem como os que geram mais flagrante.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

“Os relatórios anuais sobre audiências de custódia têm revelado um padrão persistente no perfil das pessoas que são presas em flagrante: jovens de baixa renda, negros, com pouca escolaridade, são os mais vulneráveis tanto à criminalidade quanto às ações policiais. Precisamos de políticas públicas que ofereçam esperança e protejam esses jovens, para que não sejam atraídos pelo caminho do crime”, reforçou Firmiane Venâncio, defensora pública geral da Bahia.

Ainda segundo o estudo, apenas 127 das 2.898 que compareceram a uma audiência de custódia (4,2%) foram novamente capturadas em flagrante. Em 2022, o percentual foi de 4,1%. Nos últimos 5 anos, a taxa se manteve abaixo dos 7%, exceto em 2019, quando atingiu 7,2%. Dentre os reincidentes, o número foi de 13,8%.

Por fim, o balanço revelou que o Judiciário baiano decretou mais liberdades provisórias (57,80%) que concedeu prisões preventivas (35,99%). No entanto, observou um leve aumento de cerca de 5% na porcentagem de prisões decretadas em comparação a 2022, quando foram registrados 31,2%. Também houve uma redução na concessão de liberdade provisória sem medidas cautelares, o que sugere uma postura mais restritiva do Judiciário.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)