Justiça

Defesa de Lulinha pede investigação sobre vazamento de dados sigilosos da ‘Farra do INSS’

Lulinha - Reprodução/Redes Sociais
Advogados do filho do presidente Lula acionaram o Ministério da Justiça e a Corregedoria da Polícia Federal para apurar a divulgação de informações do inquérito da "Farra do INSS"  |   Bnews - Divulgação Lulinha - Reprodução/Redes Sociais
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 03/08/2026, às 08h43 - Atualizado às 08h52



A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido Lulinha, entrou com uma petição no Ministério da Justiça e na Corregedoria da Polícia Federal (PF) pedindo a apuração do vazamento de, segundo eles, "informações sigilosas" relacionadas ao inquérito da "Farra do INSS", que investiga o filho do presidente Lula. As informações são do colunista Igor Gadelha, do Metrópoles.

Os advogados do filho de Lula argumentam que os dados foram obtidos através de quebra de sigilo telemático de investigados no inquérito. A defesa alega que essas informações acabaram sendo divulgadas indevidamente e passaram a circular fora dos autos da apuração.

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Foi usada na petição uma reportagem do colunista Thomas Traumann, do jornal O Globo, que revelou que a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) estaria planejando divulgar áudios de Lulinha com a empresária Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente Lula.

“O objetivo político dos vazamentos tornou-se irrefutável, uma vez que os dados telemáticos teriam sido entregues à campanha de Flávio Bolsonaro, candidato à presidência e oponente direto do genitor do peticionário, que estaria avaliando o melhor momento para aproveitar politicamente a divulgação”, escreveu a defesa de Lulinha.

A defesa de Lulinha pediu que o Ministério da Justiça exerça sua função de supervisão sobre a PF. Os documentos foram encaminhados ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva.

Para os advogados, os vazamentos se tratam de uma "falha institucional na custódia de provas sigilosas".

Já na Corregedoria da PF, a defesa do filho de Lula solicitou a abertura de processo administrativo disciplinar para identificar eventuais responsáveis por acesso, extração, cópia ou compartilhamento indevido de dados sigilosos.

Outro ponto sugerido pelos advogados é a preservação de registros de acesso aos arquivos, a identificação dos agentes que tiveram contato com o material e, após eventual identificação dos suspeitos, a realização de buscas e apreensões para recolhimento de provas.

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