Justiça

Delegado promete investigação da Polícia Civil de crimes de falsos advogados

Carlos Alberto/ Divulgação
Com mais de 800 casos registrados, OAB-BA e SSP se reúnem para discutir estratégias de combate ao golpe  |   Bnews - Divulgação Carlos Alberto/ Divulgação
Claudia Cardozo

por Claudia Cardozo

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Publicado em 04/08/2025, às 13h00



A Polícia Civil da Bahia vai implantar uma operação específica para combater o golpe do falso advogado. O pedido foi feito pela Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Bahia (OAB-BA). O crime vem crescendo fortemente no país.


O anúncio foi feito pelo presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado da Bahia, delegado Jorge Figueiredo, que é especialista em crimes digitais, durante o 3º Colégio de Presidentes de Subseções da OAB-BA, realizado em Lençóis, na Chapada Diamantina, território da OAB Subseção de Seabra.


A iniciativa é fruto de uma reunião entre a OAB Bahia e a Secretaria de Segurança Pública  realizada na  última quarta-feira (30), na sede da SSP, quando a Seccional entregou ao secretário Marcelo Werner um ofício com um pedido de providências acerca do golpe do falso advogado. 


Participaram da reunião, pela OAB-BA, a presidente Daniela Borges; o vice-presidente Hermes Hilarião; o presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas, Saulo Guimarães; e o secretário-geral adjunto da comissão, Luciano Leon. Pela SSP, participaram, além do secretário Marcelo Werner; o chefe de gabinete da SSP, Daniel Justo Madruga; e o chefe de gabinete da  Polícia Civil, Ivo Tourinho.


O golpe tem sido praticado por criminosos que usam dados públicos de advogados para roubar pessoas envolvidas em processos judiciais. Em resposta ao crime, a OAB-BA lançou uma série de ações, como um canal exclusivo para denúncias, que já contabiliza mais de 800 casos; uma cartilha de prevenção; e diversas visitas institucionais. 


A mais recente ocorreu nesta quinta-feira (31), quando a diretoria da seccional esteve reunida com o secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, firmando a criação de um Grupo de Trabalho para discutir o tema.


Durante sua apresentação no Colégio de Presidentes, Jorge Figueiredo explicou que a operação da Polícia Civil será estruturada com um padrão investigativo, centralizando a produção de conhecimento sobre o golpe e deixando para as delegacias territoriais apenas a execução das ações.


“No lugar de deixar cada unidade traçar uma linha de investigação, iniciaremos uma operação com uma produção de conhecimento e só iremos encaminhá-la para que as delegacias territoriais deem entrada nas cautelares e executem essas operações”, explicou.


Ainda segundo ele, as operações serão deflagradas no segundo semestre deste ano, de forma cíclica, para garantir maior eficácia. Jorge também destacou que será fundamental manter um diálogo permanente com a OAB-BA, tanto para a coleta de provas como para acesso a dados das vítimas.


Segundo a presidente da Ordem, a entidade tem se empenhado de forma intensa nessa pauta. “Já recebemos mais de 800 casos registrados e temos todo esse material catalogado. Temos certeza de que poderemos contribuir significativamente com as investigações e com a construção de soluções eficazes para proteger a advocacia e a sociedade", concluiu.

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