Justiça

Desembargadora que reclamou de corte em penduricalhos tem motorista e carro de luxo pagos pelo tribunal

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Somente em março deste ano, Eva do Amaral recebeu R$ 117,8 mil brutos em remuneração  |   Bnews - Divulgação Divulgação / TJPA
Redação

por Redação

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Publicado em 20/04/2026, às 19h10 - Atualizado às 19h10



A desembargadora Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do Pará (TJ-PA), ficou conhecida nos últimos dias depois ter afirmado que magistrados passaram a enfrentar dificuldades financeiras após a redução de verbas remuneratórias, os chamados penduricalhos.

A coluna de Tácio Lorran, do portal Metrópoles, revelou que a magistrada tem à disposição um carro híbrido, além de motorista com dedicação exclusiva, custeados pela corte. Os veículos, conforme prevê o contrato, são de propulsão híbrida. O modelo previsto na proposta vencedora é um BYD King GS 2025/2026 zero quilômetro, estimado em cerca de R$ 175 mil.

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O TJPA paga cerca de R$ 544 mil ao mês pela locação de 40 carros e pela prestação de serviços de 40 motoristas. O instrumento foi firmado no final do ano passado, após o número de desembargadores aumentar de 30 para 40.

O contrato entre o TJPA e a empresa contratada prevê o pagamento de mais de R$ 32,6 milhões para custear o serviço pelos próximos cinco anos.

Somente em março deste ano, Eva do Amaral recebeu R$ 117,8 mil brutos em remuneração.

Queixa

Em uma sessão da 3ª Turma de Direito Penal do TJAP, Eva do Amaral Coelho relata que colegas deixaram de ir a consultas e de comprar medicamentos despois que as verbas indenizatórias foram suspensas.

Durante a fala, criticou o uso do termo “penduricalhos” para benefícios da magistratura. “Então, dizer que o juiz não trabalha e que percebe essas verbas, essas verbas como privilégios, como ‘penduricalhos’, uma expressão tão chula”.

A desembargadora também mencionou cortes recentes e fez um alerta sobre o cenário. “Não temos direito a auxílio-alimentação, não temos direito a essa tal gratificação por direção de foro, vocês cortaram, cortaram... Enfim, daqui a pouco a gente vai estar no rol daqueles funcionários que trabalham em regime de escravidão.”

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