Justiça

Dino suspende decisão de André Mendonça que mandou apagar posts sobre Nossa Senhora Aparecida

Gustavo Moreno/SCO/STF
Ministro do STF citou liberdade de expressão ao defender que candidatos devem ser criticados por defender mudanças na legislação que reconhece Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil  |   Bnews - Divulgação Gustavo Moreno/SCO/STF
Matheus Simoni

por Matheus Simoni

matheus.simoni@bnews.com.br

Publicado em 27/09/2026, às 13h28



O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a decisão do colega, André Mendonça, no âmbito de uma decisão proferida no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que havia determinado a retirada de postagens sobre Nossa Senhora de Aparecida. A decisão alcançou um post do humorista Antonio Tabet que mencionava uma tentativa de ataque à padroeira do Brasil.

Mesmo sem mencionar Flávio Bolsonaro (PL) expressamente, Mendonça entendeu que o candidato à presidência teria sido afetado pelo post. Tabet escreveu: “A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

De acordo com Mendonça, o ponto central era a afirmação de que Flávio ou sua família teriam “atacado Nossa Senhora Aparecida”, feita enquanto circulava a história sobre uma suposta tentativa de retirar o título de padroeira.

Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no Youtube

Neste domingo (27), Flávio Dino também ordenou que as plataformas digitais restabeleçam outras postagens excluídas pelo mesmo fundamento, após uma ação apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República. Em recurso apresentado ao STF, Tabet alegou que a determinação representava censura prévia, o que foi acolhido por Dino.

De acordo com o magistrado, a retirada da publicação exigiria presumir que a expressão “família miliciana” se referia a um candidato específico. Para o ministro, também não seria admissível impedir o debate sobre questões religiosas por meio de uma decisão judicial sem fundamentação suficiente e proporcionalidade.

O ministro do STF ressaltou que candidatos e apoiadores têm o direito de defender mudanças na legislação que reconhece Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil, mesmo que essas posições também estejam sujeitas a críticas.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)