Justiça
por *com informações da repórter Claudia Cardozo
Publicado em 03/06/2026, às 08h08
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (3) que os reflexos da guerra envolvendo Estados Unidos e Irã podem continuar influenciando o mercado internacional de petróleo por até quatro anos. A executiva falou sobre os desafios enfrentados pelo setor energético em meio às tensões geopolíticas e ao avanço da transição energética em diferentes partes do mundo.
A declaração foi dada durante participação no XIV Fórum de Lisboa, realizado na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL), em Portugal, que conta com cobertura do BNews.
Segundo Magda, o mercado vinha se preparando para uma trajetória de queda nos preços do petróleo, impulsionada principalmente pela busca global por fontes de energia menos poluentes. No entanto, a escalada do conflito no Oriente Médio interrompeu esse movimento e provocou uma forte reação nos preços.
"Os analistas são praticamente unânimes em dizer que os efeitos dessa guerra vão além do conflito em si. Mesmo que ela termine hoje, os impactos sobre a cadeia global de energia podem durar até quatro anos", afirmou.

Ao lembrar sua experiência no setor, a presidente da Petrobras comparou o momento atual a outros períodos de instabilidade vividos pelo mercado petrolífero. Para ela, os danos provocados em estruturas estratégicas da região devem continuar gerando consequências mesmo após o fim das hostilidades.
Durante o painel, Magda destacou que o barril do petróleo Brent chegou a ser negociado a cerca de 83 dólares no início de 2025 e caiu para 59 dólares no início deste ano. Com o agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã, entretanto, a cotação disparou.
"Em um curto espaço de tempo, o preço saiu da faixa dos 59 dólares para algo próximo de 120 dólares por barril. Hoje está em torno de 95 dólares", explicou.
Apesar da alta recente, a avaliação da executiva é de que o mercado continuará convivendo com uma tendência de redução gradual dos preços no longo prazo. Segundo ela, a combinação entre avanços tecnológicos e investimentos em novas matrizes energéticas deve pressionar o petróleo nos próximos anos.
Magda também chamou atenção para o papel da guerra na aceleração desse processo. "A cada crise desse porte cresce o interesse por alternativas ao petróleo. Isso movimenta investimentos, pesquisas e novas soluções energéticas", disse.
Mesmo defendendo a diversificação da matriz energética, a presidente da Petrobras ponderou que a substituição dos combustíveis fósseis não acontecerá de forma imediata.
"Falamos de um combustível que ainda responde por grande parte da matriz energética mundial. A transição precisa acontecer de forma responsável e equilibrada", afirmou.
A executiva aproveitou a participação no fórum para destacar a importância do petróleo para a economia brasileira. Segundo ela, o produto deve permanecer como principal item da pauta de exportações do país neste ano, impulsionado principalmente pela produção do pré-sal.
Magda também ressaltou que a Petrobras vem ampliando os esforços para reduzir custos e aumentar a eficiência operacional, justamente para enfrentar um cenário futuro de preços mais baixos.
"Nós precisamos produzir mais, gastar menos e ser cada vez mais eficientes. Esse é o caminho para continuar competitivos em um mercado que está mudando rapidamente", concluiu.
Classificação Indicativa: Livre
som poderoso
Som perfeito
Smartwatch top
Qualidade JBL
iPhone barato