Justiça

Direto de Lisboa: 'A inteligência artificial vai substituir a mão de obra operacional', afirma Luiza Trajano

Claudia Cardozo / BNEWS
Empresária participa do Fórum de Lisboa e diz que a IA deve transformar o mercado de trabalho, fortalecendo profissionais que atuarem em funções estratégicas  |   Bnews - Divulgação Claudia Cardozo / BNEWS
Redação BNews com informações de Claudia Cardozo

por Redação BNews com informações de Claudia Cardozo

redacao@bnews.com.br

Publicado em 01/06/2026, às 13h15 - Atualizado às 13h30



A empresária Luiza Trajano, conhecida por transformar o Magazine Luiza em uma das maiores redes de varejo da América Latina, afirmou em entrevista ao BNEWS, nesta segunda-feira (1º), que a inteligência artificial (IA) vai definir o futuro de um país e substituir a mão de obra operacional. 

A reportagem conversou com a empresária diretamente do 14ª edição do Fórum de Lisboa, realizado na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL), em Portugal. A coordenação-geral é do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Durante o evento, a empresária Luiza Trajano também destacou a necessidade de maior integração entre setor público e privado e o papel estratégico da inteligência artificial no futuro dos países.

Inteligência artificial e soberania
A empresária também apontou que o debate sobre segurança jurídica precisa caminhar junto com a discussão sobre tecnologia.

“Eu acho que além da segurança jurídica, a gente tem um outro caminho, investir em colocar essa IA para nós não sermos apenas comprador, mas sermos também parceiros, porque ela vai definir o futuro de um país”.

Impacto no mercado de trabalho
Sobre os efeitos da inteligência artificial na mão de obra, Luiza Trajano afirmou que haverá substituição em funções operacionais, mas também novas oportunidades.

“Ela vai substituir a mão de obra operacional. Mas assim como em outras revoluções, ela vai fortalecer quem conseguir entrar e saber que o estratégico, a ponta, o conteúdo é tão importante como ficar burocraticamente fazendo as coisas.”

Segundo ela, essa transformação já é visível dentro das empresas. “Eu já percebo na nossa própria empresa. É liberado, as pessoas falam: ‘Aí, levava 30 dias, agora eu estou fazendo em três horas’. E tanto o jovem como pessoas que têm muito mais tempo de empresa estão tendo condição de fazer isso”, avalia.

Ganhos de eficiência e serviços
Para a empresária, o uso da tecnologia não se limita ao setor privado e pode melhorar serviços essenciais. “E melhora os serviços públicos, né? De saúde, transporte, segurança... Melhora muito”, acredita.

Empresariado e poder público
Ao comentar a importância do diálogo entre empresários e autoridades, Luiza afirmou que essa aproximação já vem acontecendo.

“Acho que os dois estão cada vez sabendo que um precisa do outro. Eu tô sentindo o empresário muito mais disposto a tá junto, porque para ele era muito difícil isso. Como eu tô sentindo em todo lugar que eu vou, é o público e o privado que tá junto. Então, eu espero que nesse evento, que tem público e privado, a gente saia com um comitê, principalmente para liderança da tecnologia de IA. A soberania da tecnologia de IA, além dos assuntos de democracia e de crise global. Mas tá sendo muito importante porque eu tô percebendo que eles estão trazendo gente muito preparada para esse debate. Pelo menos nos painéis que eu assisti, eu aprendi muito e achei muito preparado para isso”.

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