Justiça
por Bruna Rocha
Publicado em 23/02/2026, às 11h15
A morte da líder quilombola do Quilombo Pitanga dos Palmares, Mãe Bernadete, abalou o cenário político e social da Bahia. Nesta terça-feira (24), dois homens denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) como responsáveis pelo assassinato vão a júri popular. A sessão será realizada no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador.
Serão julgados o apontado mandante do crime, Marílio dos Santos, identificado como chefe do tráfico de drogas na localidade, e um dos executores, Arielson da Conceição Santos. Eles respondem por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e uso de arma de fogo de uso restrito. Arielson também responde pelo crime de roubo.
De acordo com as apurações da Operação Pacific, conduzida pela Polícia Civil com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público e da 7ª Promotoria de Justiça de Simões Filho, a líder religiosa foi atingida por 25 disparos de arma de fogo em diversas partes do corpo, dentro da própria residência. No momento do crime, três netos dela, de 12, 13 e 18 anos, estavam no imóvel.
O assassinato ocorreu em 17 de agosto de 2023, na sede da associação quilombola, na comunidade de Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. Conforme a denúncia, o crime teria sido motivado pela postura firme de Mãe Bernadete contra a expansão do tráfico de drogas no território e pela retirada de uma barraca pertencente a Marílio dos Santos, conhecido como “Maquinista”, que seria utilizada para a comercialização de entorpecentes.
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Outros três denunciados, Sérgio Ferreira de Jesus, Josevan Dionísio dos Santos e Ydney Carlos dos Santos de Jesus, serão submetidos a julgamento em data posterior.
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