Justiça
Uma ação fiscal realizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com participação do Ministério Público do Trabalho (MPT) e apoio da Polícia Civil, resultou no resgate de dois trabalhadores em condições semelhantes às de escravo em Novo Hamburgo (RS).
Os dois resgatados prestavam serviços de caseiro em terreno urbano sob condições degradantes e ausência de pagamento de salários, segundo informações do MPT. A fiscalização encontrou os dois trabalhadores em um alojamento sem condições de ocupação. O local não tinha portas e nem camas, os ocupantes dormiam em colchões deteriorados. O alojamento também não tinha instalação elétrica ou hidráulica. Os trabalhadores não tinham banheiro, não tinham como guardar ou preservar alimentos ou preparar refeições, além de haver muito lixo espalhado no local.
Durante as investigações, foram ouvidos o contratante e os proprietários do terreno. No dia do resgate, os trabalhadores foram encaminhados para um abrigo da região. O MPT ajuizou ação para antecipar a obtenção de prova, a fim de garantir que os trabalhadores fossem ouvidos antes de seu retorno para casa.
O MPT atuou no caso após recebimento de denúncia. Um dos trabalhadores estava há seis anos na situação. Eles são originários do Piauí e do interior do RS. Ambos retornaram às suas cidades de origem no último dia 02 de agosto.
Ainda segundo o MPT, com este episódio, são 68 os trabalhadores resgatados em situação análoga à escravidão no Rio Grande do Sul em 2024.
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Cadastrado por Lorena Abreu
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