Justiça
Publicado em 16/01/2025, às 14h02 - Atualizado às 14h22 Andrêzza Moura
Shou Zi Chew, CEO do TikTok, foi convidado para a posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, na próxima segunda-feira (20), e deve ocupar um lugar de honra no palanque, posição onde, tradicionalmente, sentam-se ex-presidentes, membros da família e outros convidados importantes, segundo informaram fontes citadas pelo jornal americano The New York Times, na quarta-feira (15). O convite foi enviado pelo Comitê de Posse de Trump.
A notícia foi divulgada pelo jornal O Globo. Além de Chew, estão também entre os convidados magnatas da tecnologia, como: Mark Zuckerberg, CEO da Meta; Elon Musk, CEO da Tesla; e Jeff Bezos, fundador da Amazon. O TikTok, que é propriedade da empresa chinesa ByteDance, não quis comentar.
A atitude de Trump é vista como uma reviravolta surpreendente em relação ao TokTok, já que, em 2020, durante seu primeiro mandato, ele tentou bloquear o aplivativo nos Estados Unidos e forçar sua venda para empresas americanas. A aproximanção do presidente com a empresa de Chew se deu em 2024, após sua campanha ganhar popularidade no TikTok, durante as eleições desse ano.
A posse de Trump se dá um dia depois do fim do prazo, que é neste domingo (19), para entrar em vigor a decisão de banir o TikTok do país. A decisão atual do presidente indica que ele tem buscado maneiras de '"salvar" o aplicativo chinês, o mesmo que tentou impedir de atuar, em sua última gestão.
De acordo com o jornal The Washington Post, um dos primeiros atos de Trump, após a posse, será emitir uma ordem executiva que lhe dará um prazo de 60 a 90 dias para encontrar uma solução de manter o aplicativo funcionando no mercado americano.
No ano passado, o Congresso aprovou uma lei proibindo a atuação do aplicativo no país e afirmando que a ByteDance teria que vender o TikTok para uma empresa não chinesa, a partir deste domingo, sob a desculpa de preocupações com a segurança nacional.
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O TikTok tem apostado, há quase um ano, que pode derrotar a lei nos tribunais. A empresa vem buscado uma solução alternativa com o governo Trump para evitar uma venda total. A Suprema Corte deve se pronunciar sobre a lei nos próximos dias.
Os juízes indicaram, durante as discussões no dia 10 deste mês, que provavelmente manterão a lei, assinada pelo presidente Joe Biden, no ano passado, e que determina a exclusão do aplicativo, no país.
Em 16 de dezembro, de acordo com uma fonte oficial familiarizada com o assunto, Trump se reuniu com executivos do TikTok, em Mar-a-Lago, seu resort na Flórida. À época, os oficiais do TikTok disseram a pessoas próximas a Trump, e possivelmente ao próprio presidente eleito, que ele deveria ser a pessoa a decidir o destino do TikTok. Após encontro, Trump disse aos repórteres que tinha uma “atenção especial” pelo TikTok e que analisaria a questão.
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