Justiça

Em sessão do STF, Gilmar Mendes revela preocupação do presidente do TJBA sobre caso BRB

Imagem Em sessão do STF, Gilmar Mendes revela preocupação do presidente do TJBA sobre caso BRB
Gilmar Mendes considera legítima a preocupação do TJBA com as taxas judiciárias e a gestão dos depósitos do banco  |   Bnews - Divulgação
Claudia Cardozo

por Claudia Cardozo

claudia.cardozo@bnews.com.br

Publicado em 24/09/2026, às 09h20



A crise do Banco BRB tem gerado muita preocupação para os gestores baianos. Durante julgamento no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), o decano Gilmar Mendes afirmou que conversou recentemente com o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), desembargador José Rotondano, preocupado com “os destinos do fundo do banco”.

Gilmar Mendes afirmou que a preocupação do presidente do TJBA é “muito legítima”. O decano ainda citou que, na conversa, Rotondano afirmou que o tribunal baiano já tinha celebrado contrato com a Caixa Federal, mas que está impedido de migrar os sistemas dos bancos. O impedimento decorre de uma decisão liminar do ministro Luiz Fux, que obrigou o TJBA a manter relações com o BRB por 90 dias.

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O ministro decano da Corte avaliou que “são problemas” que surgem “a partir desse viés, fortemente, arrecadatório, que se dá sobre as chamadas taxas judiciárias”. A menção ao presidente do TJBA ocorreu durante o julgamento de uma ação direta de inconstitucionalidade que questiona o aumento do piso e teto das custas judiciais no Espírito Santo.

TJBA X BRB

A manifestação no Supremo se soma a um cenário de instabilidade direta enfrentado pelo tribunal na gestão dos seus depósitos. Diante de falhas e inconsistências no sistema BRBJUS, o presidente da Corte baiana publicou o Decreto Judiciário nº 1.511/2026, suspendendo de forma retroativa os prazos processuais que dependem da plataforma no período de 17 a 23 de setembro.


No texto do ato, Rotondano justificou a medida diante da gravidade da situação, considerando “que a indisponibilidade do sistema inviabilizou a prática de atos processuais que dependem da movimentação de valores depositados em juízo, a exemplo da emissão de alvarás judiciais e da geração de guias para depósitos judiciais”;
Outra consideração foi a necessidade de evitar prejuízos às partes, aos advogados e aos demais jurisdicionados “em razão de circunstância técnica alheia à sua vontade”.


Em comunicado oficial divulgado nesta quarta-feira (23), o TJBA informou o restabelecimento parcial das funcionalidades do portal BRBJUS para consulta e guias, mas alertou que as ordens de pagamento e saques permanecem travadas sob contingência. “O cumprimento das ordens de pagamento via BRBJUS, contudo, ainda se encontra indisponível. Diante disto, este Tribunal, em 21/09/2026, notificou, formalmente, o BRB para cumprimento de plano de contingência”, complementando que vem adotando todas as medidas cabíveis para salvaguardar os recursos depositados em juízo.

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