Justiça
Se você já moveu algum processo na Justiça, provavelmente já sentiu a sensação de estar lendo algo escrito em outro idioma, não é mesmo? E essa língua tem nome: o juridiquês. E essa linguagem afasta, muitas vezes, o cidadão da compreensão de seus direitos.
Mas, segundo Iasmin Lantyer, legal expert manager do Jusbrasil, uma start-up nascida na Bahia e referência no mundo em democratização do acesso à Justiça, a tecnologia tem dado novas ferramentas e autonomia ao cidadão. "O processo é a vida da pessoa. A ansiedade de não saber o que está acontecendo é real", afirmou.
O "tradutor" de processos
A grande novidade para o público leigo é a ferramenta "Situação Atual". Através de inteligência artificial, o Jusbrasil agora lê aquela movimentação técnica e difícil e explica, em bom português, o que ela significa.
Se o site diz "concluso para despacho", a ferramenta traduz: "O seu processo está na mesa do juiz e ele vai dar o próximo passo em breve". Além de explicar o agora, o sistema também lançou a função "Próximos Passos", que antecipa o que deve acontecer na sequência, diminuindo a angústia de quem espera há anos por uma solução.
Ajuda pelo WhatsApp por áudio
Sabendo que nem todo mundo tem facilidade para navegar em sites complexos ou escrever textos formais, o Jusbrasil levou o atendimento para o WhatsApp. Agora, o cidadão pode contar o seu problema jurídico em uma conversa comum.
A maior inovação, no entanto, é a possibilidade de enviar áudios. "Muitas pessoas têm dificuldade com a escrita ou são idosas. O áudio permite que elas narrem o problema com as próprias palavras", explicou Iasmin. O sistema ouve, entende o caso e faz uma triagem, indicando se é uma causa de pequenas causas ou se a ajuda de um advogado é indispensável. A ferramenta é totalmente gratuita.
É seguro confiar em uma Inteligência Artificial?
Com o crescimento de ferramentas como o ChatGPT, surgiu o medo das "alucinações", quando a IA inventa informações. Iasmin garantiu que o sistema do Jusbrasil é treinado apenas com leis e processos reais do Brasil.
Um estudo mostrou que a IA deles é 93% mais assertiva que as comuns. "Nós não inventamos nada. A informação é fiel ao que o juiz escreveu, apenas facilitamos a leitura", destacou.
O papel do advogado
Apesar da facilidade tecnológica, a especialista faz um alerta: a tecnologia ajuda a entender, mas não substitui o profissional. O objetivo é que o cidadão chegue para conversar com seu advogado já sabendo do que se trata o caso, conseguindo participar melhor da estratégia.
Para quem deseja testar, o serviço de orientação inicial é gratuito e pode ser acessado diretamente no site do Jusbrasil ou buscando por "Seus Direitos" no Google.
Quer saber mais? A entrevista completa com todos os detalhes está disponível no canal do BNewsTV no YouTube.
Vídeo: Rodrigo Oliveira Braga
Classificação Indicativa: Livre
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