Justiça

Especialista desmistifica uso de IA na advocacia e garante que não é preciso temer automação na Justiça

Claudia Cardozo / BNEWS
Fórum discute tecnologia e direito  |   Bnews - Divulgação Claudia Cardozo / BNEWS


Nas inúmeras listas que circulam na internet sobre os impactos da Inteligência Artificial (IA) no mercado de trabalho, uma das áreas que constantemente aparece como das mais afetadas é a advocacia. 

Um dos maiores desafios da profissão nos dias atuais é justamente saber como lidar com a automação dos processos sem gerar a perda de postos de trabalho. Mas, apesar dos temores, algumas iniciativas parecem mostrar o caminho a ser seguido. 

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“Quando a gente fala em automatizar, a gente tá olhando principalmente para tarefas realmente que tem um nível de simplicidade maior e que costumam ter uma tendência de serem repetitivas, mas que ainda ocupam uma parte parte muito grande do nosso dia-a-dia, do ponto de vista operacional de um escritório de advocacia”, informou Gustavo Biagioli, diretor Jurídico, ESG, Compliance e Legal Ops da Trench Rossi Watanabe Advogados.

De acordo com Biagioli, a resistência ao uso da tecnologia está diminuindo cada vez mais, e é apenas questão de tempo para que novas ferramentas façam parte do dia-a-dia dos operadores do direito. 

“A gente migrou de uma posição em que a advocacia era quase negacionista em relação à utilização da tecnologia, para outra em que nós somos agora, motores, impulsionadores da utilização da mais moderna tecnologia, incluindo a inteligência artificial na aplicação prática disso”, afirmou.

O especialista destaca que iniciativas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já ajudam no acesso da população em geral à Justiça.

“O CNJ [Conselho Nacional de Justiça] faz um trabalho excepcional de desenvolvimento de agentes jurídicos. Então a gente vê realmente que toda a sociedade jurídica, todos os operadores estão se movimentando nesse sentido. Então eu sou muito otimista em relação ao cenário em que a gente vai conseguir alcançar na Justiça brasileira, no provimento da Justiça, porque acho que esse é todo o ponto. No final das contas é você ter todo um aparato para conseguir entregar a Justiça ao cidadão. Acho que nada disso faz sentido se a finalidade não for essa e eu sou muito otimista em relação ao estágio que a gente deve chegar aí nos próximos anos”.

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