Justiça

"Faltaram provas além da palavra da vítima", avalia advogado Gamil Föppel sobre anulação da condenação de Daniel Alves

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Gamil Föppel discute a importância de provas além da palavra da vítima no caso do jogador  |   Bnews - Divulgação Joilson Cesar/BNews

Publicado em 31/03/2025, às 08h54   Yuri Pastori



Em entrevista ao programa Giro Baiana, na rádio Baiana FM (89,3 FM), na manhã desta segunda-feira (31), o advogado criminalista Gamil Föppel comentou sobre o caso do jogador Daniel Alves, que teve a sua condenação por estupro com pena de 4 anos e 6 meses de prisão anulada pela Corte da Catalunha, na Espanha. 

O advogado explicou que a palavra da vítima precisa ser confirmada por "outros elementos probatórios" e que a Corte entendeu que faltaram outros elementos para  condenar o atleta. Ainda segundo Gamil, nesses casos, só a palavra da vítima não prevalece para uma condenação. A decisão da Corte aconteceu após recurso da defesa do jogador. 

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Gamil destacou que em um processo como esse o réu se defende dos fatos que estão descritos na denúncia e que não precisa provar que é inocente, uma vez que a regra é a presunção da inocência. No entanto, ele ressaltou que não é ideal que mude a versão, como aconteceu com o jogador que, inicialmente, disse não ter havido contato sexual com a vítima. 

Para o advogado, a discussão nesse processo é se houve consenso na relação sexual ou não, já que foi confirmado que houve o contato sexual. Gamil disse que as lesões na vítima não eram compatíveis com sexo de forma violenta, o que não comprovariam possíveis agressões.

Ainda cabe recurso da decisão da Corte. A vítima contratou uma assistente de acusação que já disse que irá recorrer. Com a decisão da Corte, algumas medidas foram revogadas como a retenção do passaporte de Daniel Alves.

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