Justiça

Famosa loja de roupas é condenada a indenizar ex-funcionária por trabalhar em pé durante gravidez

Reprodução Freepik
A ex-funcionária, que estava grávida, cumpria grande parte do tempo de trabalho em pé e a loja ainda é acusada de descontar dinheiro da vítima  |   Bnews - Divulgação Reprodução Freepik
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 21/09/2026, às 17h31



Uma das lojas de roupas mais famosas do Brasil, a C&A Modas, foi condenada pela Justiça do Trabalho, depois de reconhecer a rescisão indireta de uma funcionária que passava a maior parte da jornada de trabalho em pé.

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A Justiça do Trabalho de Praia Grande, no litoral de São Paulo (SP), através da 1ª Vara do Trabalho do município, decidiu que a mulher deveria ser indenizada pois trabalhava com a falta de assentos e ainda teve descontos indevidos em sua folha de pagamento. O veredito ainda condenou que a C&A deva pagar R$ 18 mil à funcionária, sendo que R$ 7 mil somente por danos morais e o restante de direitos trabalhistas.

Situação da trabalhadora

A vítima trabalhava como operadora da caixa na unidade da C&A em um shopping na cidade e, a defesa da trabalhadora relatou que a mulher ficava em pé durante todo o tempo de trabalho, inclusive no período em que esteve no período de gestação.

Depois de dar à luz no último março, ela continuou tendo parcelas de um empréstimo consignado descontadas do salário durante a licença-maternidade. Só que, a mulher recebeu uma notícia do seu banco onde relatava que ela tinha feito o empréstimo com uma cobrança extrajudicial que contava sobre duas parcelas que estavam atrasadas.

A ex-funcionária, então, confrontou a C&A, que não comprovou o repasse do dinheiro ao banco responsável pelo empréstimo. A mulher entrou com uma ação trabalhista pedindo a rescisão indireta e indenização por danos morais. Na audiência, as testemunhas da trabalhadora e da loja de moda confirmaram que existiam apenas dois bancos para o grupo de funcionários.

O juiz Francisco Charles Florentino de Sousa reconheceu a rescisão indireta levando em consideração as condições de trabalho à funcionária e as parcelas que foram descontadas da vítima. De acordo com o g1, o magistrado registrou o caso como incontestável e que a C&A não conseguiu demonstrar o repasse ao banco e reteve os valores, mesmo tendo prazo judicial para realizar a decisão.

Defesa da loja

Em nota, a C&A se posicionou dizendo que não comenta processos da Justiça que estão em andamento, mas reforça o compromisso com a ética, integridade e a promoção de um ambiente de trabalho que tenha respeito e dignidade às pessoas.

Classificação Indicativa: Livre

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