Justiça

FHC, Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro: relembre quem indicou cada ministro do STF

Antonio Augusto/STF
Explore a trajetória dos ministros do STF e as nomeações à Suprema Corte feitas por presidentes desde 2002 até os dias atuais  |   Bnews - Divulgação Antonio Augusto/STF
Thiago Teixeira

por Thiago Teixeira

thiago.teixeira@bnews.com.br

Publicado em 18/09/2026, às 13h30



O Supremo Tribunal Federal (STF) reúne atualmente ministros indicados por cinco diferentes presidentes da República. A composição da Corte, que hoje conta com 10 integrantes, é resultado de nomeações feitas ao longo de mais de duas décadas, passando pelos governos de Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.

Entre os atuais ministros, Lula foi o presidente responsável pelo maior número de indicações: quatro. Dilma Rousseff indicou dois integrantes, enquanto Jair Bolsonaro também foi responsável por duas nomeações. Michel Temer e Fernando Henrique Cardoso fizeram uma indicação cada.

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A indicação, no entanto, não é suficiente para levar um nome ao Supremo. O escolhido pelo presidente precisa ser sabatinado e aprovado pelo Senado Federal antes de ser nomeado para o cargo. Atualmente, o STF trabalha com 10 ministros, e não os 11 previstos constitucionalmente, desde a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025.

Veja quem indicou cada um dos atuais ministros do STF:

Gilmar Mendes — Fernando Henrique Cardoso

Decano da atual composição do Supremo, Gilmar Mendes foi indicado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em 2002. O ministro assumiu a vaga que pertencia a Néri da Silveira e tomou posse em 20 de junho daquele ano. É, atualmente, o integrante mais antigo da Corte.

Cármen Lúcia — Lula

Cármen Lúcia foi indicada por Luiz Inácio Lula da Silva durante seu primeiro mandato, em 2006. Ela ocupou a cadeira deixada por Nelson Jobim e tomou posse em 21 de junho daquele ano.

Dias Toffoli — Lula

Também indicado por Lula, Dias Toffoli chegou ao STF em 2009. O nome foi escolhido para ocupar a vaga aberta após a morte do ministro Carlos Alberto Menezes Direito. Toffoli tomou posse em 23 de outubro de 2009.

Luiz Fux — Dilma Rousseff

Luiz Fux foi indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff em 2011, no início do primeiro mandato da petista. O ministro assumiu a cadeira que havia sido ocupada por Eros Grau e tomou posse em março daquele ano.

Edson Fachin — Dilma Rousseff

Também indicado por Dilma, Edson Fachin chegou ao Supremo em 2015. O nome foi escolhido para substituir Joaquim Barbosa, que havia deixado a Corte. Fachin tomou posse em 16 de junho de 2015 e atualmente preside o STF.

Alexandre de Moraes — Michel Temer

Alexandre de Moraes foi indicado pelo então presidente Michel Temer (MDB) em 2017. Ele ocupou a vaga que ficou aberta após a morte do ministro Teori Zavascki e tomou posse em 22 de março daquele ano. Moraes atualmente ocupa a vice-presidência do Supremo.

Nunes Marques — Jair Bolsonaro

Kassio Nunes Marques foi o primeiro ministro indicado por Jair Bolsonaro para o STF. O nome foi escolhido em 2020 para ocupar a vaga deixada pela aposentadoria de Celso de Mello. Nunes Marques tomou posse em 5 de novembro daquele ano.

André Mendonça — Jair Bolsonaro

André Mendonça foi o segundo indicado de Bolsonaro para a Corte. O então presidente encaminhou seu nome ao Senado em 2021 para substituir o ministro Marco Aurélio Mello, que havia se aposentado. Mendonça tomou posse em dezembro daquele ano.

Cristiano Zanin — Lula

Após retornar à Presidência da República em 2023, Lula voltou a indicar nomes para o Supremo. O primeiro deles foi Cristiano Zanin. Advogado que havia atuado na defesa do próprio presidente, Zanin foi escolhido para ocupar a vaga aberta pela aposentadoria de Ricardo Lewandowski. Ele tomou posse em 3 de agosto de 2023.

Flávio Dino — Lula

A indicação mais recente de Lula para o STF foi Flávio Dino. O então presidente indicou Dino em novembro de 2023 para ocupar a cadeira deixada por Rosa Weber, que havia se aposentado. Após aprovação pelo Senado, Dino tomou posse em 22 de fevereiro de 2024.

Classificação Indicativa: Livre

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