Justiça

Homem é condenado a 12 anos por matar adolescente trans a facadas na Bahia

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Além da pena de prisão, a Justiça determinou indenização de R$ 80 mil aos familiares da adolescente trans por danos morais  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Redação BNews

por Redação BNews

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Publicado em 16/09/2026, às 07h22



Um homem foi condenado a 12 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato de Kauana Vasconcelos, de 16 anos, morta a facadas em novembro de 2022, em Ibicaraí, no sul da Bahia. Kauan Araújo Santos, conhecido como “Jamanta”, foi considerado culpado por homicídio qualificado por motivo torpe.

O julgamento aconteceu nesta terça-feira (15), na Vara Plena do Fórum João Alves de Macêdo, em Ibicaraí. Segundo informações da TV Santa Cruz, a sessão começou por volta das 8h30 e terminou às 19h.

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Além da pena de prisão, a Justiça determinou que o condenado pague R$ 80 mil aos familiares da vítima por danos morais.

Kauan foi preso em março de 2023, em São Paulo. Em setembro deste ano, ele foi transferido para a Bahia para responder ao processo e participar do julgamento. Durante a tramitação do caso, a Justiça afastou a qualificadora de feminicídio, pela qual o homem também era investigado.

Relembre o caso

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), Kauana estava com Jamanta e outros dois homens em uma localidade conhecida como Pôr do Sol, no bairro Corina Batista, no dia 3 de novembro de 2022.

De acordo com a investigação, a adolescente teria sido convidada pelo réu para uma "social", que estaria relacionada a uma proposta de relação sexual.

Moradores relataram à polícia que Kauana foi levada de motocicleta até uma casa na Rua Nova, onde estavam os outros dois suspeitos. Conforme a denúncia, ela foi esfaqueada e arrastada para um terreno baldio, onde ainda teriam tentado afogá-la.

Ainda segundo o MP-BA, o grupo retornou para a casa de um dos envolvidos. O crime teria ocorrido depois que a adolescente se recusou a praticar o ato sexual.

Mesmo ferida, Kauana conseguiu sair do imóvel e pedir ajuda. Ela foi socorrida e levada para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Inicialmente, outros dois homens também foram investigados pela morte. No decorrer do processo, porém, a Justiça determinou a separação dos casos após entender que não havia elementos suficientes para apontá-los como autores ou participantes do homicídio. O MP-BA havia solicitado que eles fossem investigados por omissão de socorro com resultado em morte.

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