Justiça

Homem é condenado a 60 anos de prisão por feminicídio contra ex-mulher em Salvador

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Crime ocorreu durante uma audiência de divóricio e foi marcado por extrema violência  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Maycol Douglas

por Maycol Douglas

maycoldouglascleide@gmail.com

Publicado em 14/10/2026, às 17h25



Paulo Sérgio Santos Cerqueira Melhor foi condenado a 60 anos de prisão pelo feminicídio da ex-mulher, Catarine Melhor de Souza Cerqueira, de 27 anos. A decisão foi proferida pelo Tribunal do Júri de Salvador nesta terça-feira (13). O crime aconteceu no dia 14 de abril de 2025, no bairro de Plataforma, na capital baiana.

De acordo com o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), as acusações foram sustentadas durante o julgamento pela promotora de Justiça Fabiana Alves Mueller. Na ocasião, ela apontou que o crime foi cometido por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

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Segundo as investigações, Paulo Sérgio não aceitava o fim do relacionamento, que durou cerca de cinco anos. Na data do crime, estava prevista uma audiência do processo de divórcio do casal. Mesmo com uma medida protetiva de urgência em vigor, o condenado invadiu a residência onde Catarine morava, após escalar um poste para acessar o segundo pavimento do imóvel e quebrar uma porta de vidro e alumínio.

Ainda conforme o MP-BA, o homem agrediu a ex-mulher, inclusive com mordidas, e desferiu golpes de faca contra ela. Após o crime, ele pegou o carro da vítima e deixou o local sem prestar socorro.

O assassinato ocorreu na presença de familiares, entre eles o filho de quatro anos do casal, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a mãe de Catarine, uma irmã de 11 anos e outra filha da vítima, de sete anos.

Tribunal do júri

Durante o julgamento, a promotora destacou que o crime foi praticado por razões da condição do sexo feminino, em contexto de violência doméstica e familiar, caracterizando o feminicídio. A vítima e o condenado estavam separados havia poucos meses quando o assassinato aconteceu.

Paulo Sérgio está preso preventivamente desde 28 de abril de 2025 e não poderá recorrer da condenação em liberdade. O caso foi divulgado pelo Ministério Público da Bahia, que denunciou o acusado e atuou na acusação durante o Tribunal do Júri.

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