Justiça

JusNews: "Ninguém quer dar estágio ao advogado e advogada negra", lamenta conselheiro da OAB

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Para Carlos Sampaio, principal dificuldade é a falta de representatividade para o advogado negro baiano  |   Bnews - Divulgação Reprodução/JusNews
Matheus Simoni

por Matheus Simoni

matheus.simoni@bnews.com.br

Publicado em 28/08/2024, às 13h32



Conselheiro da seccional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA), o advogado Carlos Sampaio comentou os impactos do racismo na categoria, principalmente nos que acabaram de chegar à advocacia. O tema foi abordado no JusNews desta terça-feira (27). O programa teve a condução de Ruy João Ribeiro, Leandro Gesteira e Ana Patrícia Leão. 

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Carlos destacou que o racismo estrutural atinge diretamente estudantes de Direito e advogados recém-formados que tentam ingressar na profissão. Ele pontuou exemplos onde o problema é visto na prática.

"O estado é um dos maiores provocadores do racismo. Disso não há dúvida. Quando um advogado ou advogada negra partem para fazer uma audiência e o próprio magistrado não reconhece às vezes ela como advogada, isso é grave. Olhar para a advogada e falar cadê seu advogado? Não é que seja comum, mas que acontece, acontece", declarou.  

"Principalmente com mulheres negras. Quando a gente entra numa sala de audiência, a gente está de terno. Por mais que até que tenha um preconceito, o juiz identifica logo. Mas a mulher, ele não consegue conceber naquele momento que é um advogado que está entrando, identifica como parte. O advogado homem sofre outros tipos de preconceitos no exercício da profissão", acrescentou Sampaio. 


Confira o trecho da entrevista:

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