Justiça

Justiça condena seis pessoas por corrupção e lavagem de dinheiro na Petrobras

Agência Petrobras / Arquivo
As condenações por corrupção e lavagem de dinheiro na Petrobras foram feitas pela 13ª Vara Federal de Curitiba  |   Bnews - Divulgação Agência Petrobras / Arquivo
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 05/06/2026, às 18h23



Seis pessoas foram condenadas pela Justiça Federal por participação em um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos firmados entre empreiteiras e a Petrobras. A sentença foi emitida pela 13ª Vara Federal de Curitiba em ação apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), mas ainda pode ser contestada em instâncias superiores. As informações são da CNN Brasil.

As investigações apontam que, entre 2004 e 2014, um grupo articulado manipulava licitações da estatal por meio de acordos ilegais entre grandes construtoras. Segundo o MPF, empresas definiam antecipadamente os vencedores de contratos e pagavam vantagens indevidas a funcionários da Petrobras para assegurar obras em refinarias localizadas em São Paulo e no Paraná.

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O processo identificou a participação de três antigos executivos de uma empresa do setor de engenharia industrial e de três operadores financeiros encarregados de circular e esconder recursos obtidos ilegalmente. Para mascarar a movimentação do dinheiro, o grupo teria recorrido a empresas de fachada, emissão de documentos fiscais fraudulentos, contratos simulados e transferências realizadas tanto no Brasil quanto no exterior. Em uma das obras investigadas, na Refinaria Henrique Lage (Revap), o custo final ultrapassou em quase 40% a previsão inicial da própria Petrobras.

As penas impostas aos ex-executivos, condenados por corrupção ativa e lavagem de dinheiro, variam entre 12 e 14 anos de prisão, além de multas. Já os operadores financeiros receberam condenações superiores a sete anos de reclusão em regime semiaberto. Outros dois investigados deixaram de responder ao processo porque os crimes prescreveram, já que ambos têm mais de 70 anos, o que reduz pela metade o prazo legal para punição.

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