Justiça

Justiça e Representatividade: Manuellita Hermes avalia o peso de ter seu nome cotado para o STF

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Jurista baiana é vista como uma jurista técnica, com trânsito nos tribunais superiores e apoio de coletivos como o Connegro  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Redação BNews com informações de Claudia Cardozo

por Redação BNews com informações de Claudia Cardozo

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Publicado em 04/02/2026, às 07h14 - Atualizado às 07h20



A jurista baiana Manuellita Hermes Rosa Oliveira Filha, procuradora federal da Advocacia-Geral da União (AGU), voltou a ser destaque no cenário jurídico nacional após ter seu nome novamente ventilado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao BNEWS, ela falou sobre o simbolismo de ver sua trajetória reconhecida e sobre o avanço da diversidade no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

“Eu me senti muito lisonjeada, inicialmente, por conta de ter esse reconhecimento. Eu também venho de Salvador, uma cidade que é do Nordeste, a cidade mais negra fora da África, de um bairro, Boca do Rio. Então, concentrando todo o esforço nos estudos e ter o nome cogitado, não como algo individual, mas como algo coletivo, me deixou muito lisonjeada”, afirmou.

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O nome de Manuellita teve força em 2023 e voltou a ser lembrado em 2025, em meio a movimentos que defendem a indicação de uma mulher negra e nordestina para a mais alta Corte do país. Para ela, cada conquista no campo da representatividade deve ser valorizada: “A gente sabe que há muito ainda a se percorrer para que a gente veja a transformação que a gente tanto almeja nesse nosso país. Mas como cada passo deve ser celebrado, hoje é um dia de se celebrar”.

Durante a entrevista, a procuradora destacou a posse de novos conselheiros no CNJ como um marco de pluralidade. “Temos hoje a posse do nosso querido Fábio Esteves, amigo, juiz de carreira do TJ do Distrito Federal, com um percurso aí desde a zona rural até chegar aqui como conselheiro. Temos a Desembargadora Teodora também, mulher negra, e a recondução da minha colega da AGU, Daiane Nogueira, também mulher”, disse.

Segundo Manuellita, a composição atual do CNJ reflete uma mudança concreta na sociedade brasileira: “Temos uma pluralidade aqui no Conselho Nacional de Justiça que não deve ser desconsiderada. Pelo contrário, deve ser celebrada diante dessa transformação que já vai sendo perpetrada, já acontece essa transformação na nossa sociedade. Eu celebro muito e acompanho de perto”.

Com sólida formação acadêmica, graduação pela Universidade Federal da Bahia (mestrado e doutorado), e reconhecida atuação em temas ligados aos direitos das mulheres e à Constituição, Manuellita Hermes é vista como uma jurista técnica, com trânsito nos tribunais superiores e apoio de coletivos como o Connegro.

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