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Justiça solta cinco acusados de matar policial civil por falta de provas; entenda

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O crime, que chocou Santos, ocorreu em agosto de 2022  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Redação BNews

por Redação BNews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 20/01/2026, às 10h57



Cinco homens acusados de participar da execução do policial civil Marcelo Gonçalves Cassola, em Santos, no litoral de São Paulo, não irão mais a júri popular. A Justiça decidiu pela impronúncia dos réus por falta de indícios suficientes de autoria, o que resultou também na revogação das prisões. As informações são do site Vade News.

A decisão foi tomada no último dia 12 de janeiro pela juíza Andrea Aparecida Nogueira Amaral Roman, da Vara do Júri de Santos. No despacho, ela afirmou que, ao final da investigação, não surgiram indícios mínimos que apontassem os cinco como autores do crime ou dos outros delitos que estavam na denúncia, como organização criminosa, tortura e roubo.

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O crime ocorreu em 22 de agosto de 2022. O corpo de Cassola, de 50 anos, foi encontrado na ciclovia da Avenida Francisco Ferreira Canto, no bairro Caneleira, com sinais de tortura e mais de 30 tiros.

Durante o processo, três policiais civis, incluindo um delegado, afirmaram que os suspeitos seriam integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e que o assassinato teria sido autorizado pela facção. No entanto, as informações não foram confirmadas em juízo, o que levou a juíza a concluir que não era o suficiente para levar o caso ao Tribunal.

Além disso, perícias não ligaram os investigados ao assassinato, uma vez que as digitais encontradas em veículos usados no crime não eram deles.

O advogado Eugênio Malavasi, que defende um dos acusados, afirmou que o resultado segue o Código de Processo Penal, já que não houve provas concretas em juízo.

A impronúncia vale para todos os crimes citados na denúncia, com exceção de um dos suspeitos que responde por roubo, pois suas digitais foram encontradas no carro do policial. O homem admitiu que ajudou a "desovar" o veículo após o assassinato.

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