Justiça

Lavagem do Bonfim: Defensora-geral da Bahia destaca necessidade de promover ações contra violência de gênero

Henrique Brinco | Bnews
Camila Teixeira enfatiza a luta contra a intolerância religiosa e a violência contra a mulher  |   Bnews - Divulgação Henrique Brinco | Bnews

Publicado em 15/01/2026, às 07h04 - Atualizado às 07h25   Henrique Brinco e Redação Bnews



A Defensora Pública Geral do Estado, Camila Angélica Canário de Sá Teixeira, eleita para o biênio 2025-2027, levou temáticas sociais que estão sendo acompanhada pela instituição para o cortejo do Senhor do Bonfim, que ocorre nesta quinta-feira (15), em Salvador.

Em entrevista ao BNews, Camila pontuou que, especificamente para esse tradicional evento, a atenção da Defensoria está sendo direcionada, em especial, para dois assuntos. "Viemos com duas bandeiras. Uma delas é a defesa da liberdade religiosa, porque a gente precisa trabalhar as questões de intolerância, e falar no campo da educação e direito sobre como as pessoas têm o direito de professar a sua fé da maneira que bem entenderem. E a Defensoria Pública optou, também, por uma campanha permanente ao longo de todo o ano de 2026, que é levantar a pauta do combate à violência contra a mulher", pontuou

Quando questionada sobre a atuação e o acompanhamento do órgão nas ocorrências envolvendo violência contra mulher, Camila destacou a necessidade do posicionamento da própria Defensoria acerca do tema. "Inclusive, na Bahia, é o crime [violência contra mulher] que mais se comete hoje. É uma questão cultural muito forte. A Defensoria Pública precisa se posicionar contra o machismo, contra a misoginia, contra todas as formas de opressão à mulher. E precisa trazer esses números a público, falar sobre esse tipo de violência. A Defensoria Pública criou o NUDEM Bahia, que já existia já na capital do estado, agora foi ampliado para alcance de todo o estado da Bahia. Estamos dinamizando mecanismos e instrumentos para facilitar o alcance a todas essas mulheres, garantindo a elas segurança e proteção", disse.

"No carnaval, a gente vai focar principalmente no combate à violência contra a mulher. Apresentando, obviamente, outros projetos também que se relacionem com outros públicos vulnerabilizados, que é a defesa da população LGBTQIABN+, os catadores de materiais recicláveis, a questão dos ambulantes. A Defensoria Pública faz um trabalho também voltado para aquele público específico que está ali relacionado com a festa.

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