Justiça
A nova ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Margareth Rodrigues Costa foi empossada oficialmente nesta quinta-feira (11), em Brasília. A nova ministra foi desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA). Ela foi sabatinada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado no mesmo dia que o então indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias, foi rejeitado pela casa legislativa.
Margareth assume a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Aloysio Corrêa da Veiga, em outubro de 2025. Com a sua chegada, o Tribunal voltou a contar com sete mulheres entre seus 27 ministros. Margareth Rodrigues Costa é a 12ª mulher a integrar a composição do Tribunal em seus mais de 80 anos de história.
Na solenidade, o presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho, destacou que a chegada da nova integrante simboliza o compromisso da Corte com a igualdade de oportunidades. Ele ressaltou a elevada capacidade técnica da magistrada, sua sólida formação jurídica e a dedicação à Justiça do Trabalho. "Sua trajetória certamente enriquecerá esta Corte", afirmou.
O evento reuniu autoridades dos Poderes Judiciário, Executivo e Legislativo, representantes da advocacia, do Ministério Público e de entidades da magistratura.
Legado e representatividade
Para a ministra, a chegada ao TST representa a continuidade de uma história pessoal e familiar ligada ao Direito e à ocupação de espaços pelas mulheres no sistema de Justiça. "O protagonismo feminino faz parte de todo o histórico da minha vida. Minha mãe foi juíza em uma época em que as mulheres sequer ocupavam esses espaços", afirmou. "Trago essa força, essa coragem e a ideia de mulheres em lugares centrais, de que nós podemos muito.".
Ela ressaltou ainda que sua atuação será pautada pela humanidade e pelo compromisso com a Justiça do Trabalho. "Vou lutar para ser, se não a melhor, uma das melhores que aqui já esteve", afirmou.
Trajetória profissional
Com mais de 35 anos de atuação na magistratura trabalhista, Margareth Rodrigues Costa chegou ao Tribunal Superior do Trabalho após uma carreira construída em diferentes instâncias da Justiça do Trabalho.
Natural de Salvador (BA), cresceu acompanhando a atuação da mãe, Rosalina Rodrigues, uma das pioneiras da Justiça do Trabalho brasileira. A experiência ajudou a despertar seu interesse pela carreira jurídica e pelo serviço público.
Formou-se em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e ingressou na magistratura trabalhista em 1990. Atuou em varas do trabalho na Bahia antes de ser promovida, em 2014, ao cargo de desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (BA).
No TRT-BA, dirigiu a Escola Judicial e participou de iniciativas voltadas à formação da magistratura, à ampliação da participação feminina no Judiciário e à prevenção do assédio e da discriminação.
Entre 2022 e 2025, atuou no TST como desembargadora convocada e colaborou com a Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho. No Tribunal Superior do Trabalho, integra a Sétima Turma e a Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1).
Classificação Indicativa: Livre
cinema em casa
Top dos Tops
som poderoso
Bom e Barato
Qualidade JBL