Justiça

Médicos que realizavam tráfico de órgãos são condenados a 15 anos de reclusão

Foto de National Cancer Institute na Unsplash
O trio realizava a extração dos órgãos sem a confirmação da morte encefálica dos pacientes  |   Bnews - Divulgação Foto de National Cancer Institute na Unsplash

Publicado em 17/10/2024, às 20h48   Cadastrada por Letícia Rastelly



Os médicos Pedro Henrique Masjuantorrecilhas, Rui Noronha Sacramento e Mariano Flores Júnior irão cumprir 15 anos de reclusão pelo crime de tráfico de órgãos humanos. O trio, segundo reportagem do Estadão, foi condenado após uma decisão do Supremo Tribunal Federal que reconheceu a possibilidade de prisão após condenação por júri popular. O juiz Flávio de Oliveira César da Vara de Infância e Juventude de Taubaté, no Vale do Paraíba, em São Paulo, decidiu por uma pena dois anos menor do que a imposta em primeiro grau, que seria de 17 anos de reclusão.

A denúncia do Ministério Público Estadual (MPSP), afirma que o trio integrava o corpo médico do Hospital Santa Isabel de Clínicas em Taubaté e, em 1986, começou a extrair órgãos de pacientes que estavam sob seus cuidados. Para a remoção, eles informavam a família que o ente internado estava em um quadro de morte irreversível para que fosse dada a autorização para o transplante.

De acordo com a promotoria, em um caso, eles pediram autorização para doação das córneas, mas os rins acabaram sendo extraídos. Vale destacar que, de acordo com a publicação, o Ministério Público conseguiu provas de que o trio realizava a extração sem confirmação da morte dos pacientes, por meio de avaliações de peritos que identificaram sinais de atividade cerebral incompatíveis com o diagnóstico de morte encefálica.

Além disso, o hospital não possui autorização para esse tipo de procedimento, bem como os médicos não tinham aptidão técnica para realiza-lo. Os órgãos eram entregues para uma pessoa responsável por cuidar do implante em pacientes desconhecidos em São Paulo.

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