Justiça

Mendonça teme ‘tumulto’ com exposição do celular de Vorcaro e pede depoimento de quatro delegados da PF

Divulgação/STF
Mendonça é contra a inclusão de novos dados antes do julgamento de terça-feira (15) e quer explicações sobre a entrega de documentos ao seu gabinete  |   Bnews - Divulgação Divulgação/STF
Eduardo Costa

por Eduardo Costa

redacao@bnews.com.br

Publicado em 13/09/2026, às 14h54



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, afirmou na tarde deste domingo (13) que é contra a exposição completa dos dados extraídos do aparelho celular do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Em documento enviado ao presidente do STF, Edson Fachin, novo relator do caso Master, Mendonça disse não ser necessária a inclusão de novos elementos no processo antes da sessão da próxima terça-feira (15), que pode determinar a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

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Mendonça defendeu que todas as informações que servirão de base para a sessão do dia 15 já se encontram disponíveis para todos os integrantes da Corte. O ministro disse ainda que uma exposição completa dos dados apenas "tumultua" o julgamento.

"A inserção de elementos adicionais, que não constam dos autos até o presente momento, o que inclui a abertura de todas as informações contidas no celular do senhor Daniel Vorcaro, somente contribuiria para tumultuar o julgamento, bem como colocaria em risco todo o seguimento e êxito das investigações", escreveu Mendonça.

Ainda no documento, Mendonça pediu que Fachin intime quatro delegados da Polícia Federal para prestar esclarecimentos urgentes, em até 24 horas, sobre a entrega de documentos ao seu gabinete.

O pedido mira os investigadores Daniel Mostardeiro Cola, Wedson Cajé Lopes, Victor Arruda de Oliveira e Guilherme Alves de Siqueira, que assinaram os primeiros pedidos da investigação. 

Mendonça apontou que materiais ligados à apuração foram entregues à sua equipe em um domingo, no dia 8 de março, por meio de um ofício policial, sem que houvesse qualquer ordem ou decisão judicial determinando esse envio.

Diante do que chamou de "divergência de informações", o ministro quer que os policiais detalhem o contexto exato da entrega e esclareçam formalmente se chegaram a sofrer "eventuais constrangimentos ao longo das investigações".

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