Justiça

Michel Temer diz que povo brasileiro precisa de um “paizão” e acredita que presidente pode tudo

Paulo M. Azevedo / BNEWS
O ex-presidente reforçou que políticas públicas eficientes dependem de harmonia entre os poderes.  |   Bnews - Divulgação Paulo M. Azevedo / BNEWS

Publicado em 11/09/2025, às 11h09   Redação BNews com informações de Claudia Cardozo



O ex-presidente Michel Temer abriu o 3º Congresso Brasileiro de Direito e Sustentabilidade, nesta quinta-feira (11), em Salvador. Na ocasião, ele destacou a importância da harmonia entre os poderes e da interlocução constante com o Congresso Nacional.

“O Legislativo, o Executivo e o Judiciário são órgãos representantes da vontade popular. Mas o que significa independência? Significa ter competências próprias, orçamento próprio, atividade própria, administração própria.”

Para o ex-presidente, os poderes devem agir em conjunto. “Toda desarmonia que existe, muitas vezes, no país, ela é imediatamente inconstitucional, mas mediatamente desobediente à vontade do povo, que determinou, 'olha aqui, vocês vão agir em harmonia'.”

Temer comentou a necessidade de respeitar a vontade popular em cargos de liderança. “Eu, graças a Deus, de fora parte, uma natural formação política, digamos, democrática, mas eu tinha a ciência e consciência de que, sendo eu, presidente da Câmara dos Deputados, deputado, ou presidente do partido, ou presidente da República, eu deveria cumprir a vontade do povo.”

Ele destacou o papel do Congresso no funcionamento do país. “O povo brasileiro precisa de uma espécie, se me permite a expressão, um paizão. O povo acha que, tendo um presidente da República, ele pode tudo. E não pode. Só pode se tiver apoio do órgão que mais amplamente representa a vontade popular, até numericamente, que é o Congresso Nacional.”

Temer ainda reforçou a importância do diálogo constante com o Legislativo. “A compreensão desse fato, e a compreensão só se deu por um vocábulo que a Isabela utilizou aqui, que é o diálogo. Nós dialogávamos intensamente com o Congresso Nacional. Eu também tinha algum prestígio lá, eu fui três vezes presidente da Câmara dos Deputados, tinha prestígio no Congresso. Mas eu dialogava antes, antes de mandar.”

Temer citou medidas de controle de gastos públicos como exemplo de cooperação entre Executivo e Legislativo. Segundo ele, o teto de gastos foi aprovado após intensa negociação entre parlamentares.

Durante a abertura do congresso, Temer reforçou que políticas públicas eficientes dependem de harmonia entre os poderes e de diálogo constante para atender à vontade do povo.

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