Justiça
Considerando um "grave descaso com a gestão dos recursos públicos", o Ministério Público solicitou nesta quarta-feira (16) que o tribunal investigue o caso das funcionárias fantasmas reveladas pela Folha no gabinete do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
A solicitação foi em conjunto com o TCU (Tribunal de Contas da União). O subprocurador geral, Lucas Rocha Furtado, afirmou que "a contratação de funcionarios fantasmas e o favorecimento de servidores configuram práticas que ferem os princípios da moralidade, eficiência e ecomomicidade, previstos no artigo 37 da Constituição".
Ainda na representação, o TCU destacou que "tais condutas geram prejuizo ao erário e comprometem a credibilidade das instituições públicas". Furtado ressaltou que o tribunal investigue as irregularidades e, caso sejam confirmadas, que seja instaurada uma tomada de contas especial.
A Câmara dos Deputados pagou R$ 807,5 mil a uma funcionária fantasma de Hugo Motta, a fisioterapeuta Gabriela Pagidis. Além disso, outros quatro parentes dela estavam empregados: a mãe, a irmã, uma tia e um primo recebendo juntos mais de R$ 2,8 milhões.
A assessoria do deputado divulgou uma nota genérica, sem se aprofundar nas acusações. “O presidente Hugo Motta preza pelo cumprimento rigoroso das obrigações dos funcionários de seu gabinete, incluindo os que atuam de forma remota e são dispensados do ponto dentro das regras estabelecidas pela Câmara”.
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