Justiça

"Não existe justiça na terra", diz mãe de Emanuel e Emanuelle após justiça suspender decisão contra Kátia Vargas

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Justiça suspendeu decisão que condenava Kátia Vagas a pagar R$600 mil à família

Publicado em 26/07/2022, às 16h46 - Atualizado às 16h53    Bnews    Osvaldo Barreto

Marinúbia Gomes, mãe de Emanuel e Emanuelle, comentou sobre a decisão da desembargadora Heloísa Pinto de Freitas Vieira que suspendeu a decisão que condenava a médica Kátia Vargas Leal Pereira a pagar R$ 600 mil à família dos irmãos

À reportagem do BNews, Marinúbia revelou que já esperava por uma decisão nesse sentido e avaliou com descrédito o judiciário baiano. 

"Para mim já era o esperado já. Quando o Tribunal de Justiça da Bahia não a condenou (na esfera criminal) e deu a inocência, é óbvio que o inocente não deve nada. Então, não estava esperando por nada. Quando aquele juiz determinou a condenação civil, já sabia que não iria ter efeito. Ou seja, não existe justiça na terra, só divina", disse.

A mãe dos irmãos Emanuel e Emanuelle afirmou acreditar que a falta de recursos para custear advogados foi um dos motivos para o resultado final do caso. "Para minha família não foi surpresa nenhuma. No nosso país, quando uma família não tem recursos, nem influência, a justiça é feita de outra maneira. Não pude pagar nada e sempre dependi do Ministério Público, por outro lado, ela (Kátia Vargas) correu atrás. Mas, deixo tudo nas mãos de Deus e estou tranquila", afirmou.

O Caso

A ação corria na vara cível, independente da esfera criminal, que absolveu a oftalmologista de possível crime. A desembargadora levantou uma dúvida em relação ao pagamento dos R$ 600 mil, por argumentar que Kátia Vargas não foi condenada em esfera criminal. "O Juízo Criminal concluiu pela inexistência da autoria do crime de homicídio doloso imputado à parte Ré, o que faz exsurgir, a priori, dúvida a respeito da alegada existência de responsabilidade civil daquela na ocorrência da morte dos filhos dos autores", escreveu a magistrada.

Em 2019, o juiz Joanisio Matos Dantas Junior, da 5ª Vara Cível, entendeu que a médica foi responsável pela colisão com a moto na qual estavam os irmãos. O magistrado analisou os laudos periciais produzidos pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) e os depoimentos fornecidos pela médica ao longo do inquérito investigativo.

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