Justiça

'Ninguém é promovido de uma vez só', afirma Raimundo Nonato após vencer na terceira tentativa para vaga de desembargador

Claudia Cardozo / BNEWS
Com 41 anos de experiência, Nonato enfatiza que a promoção é resultado de um processo contínuo de amadurecimento e reconhecimento.  |   Bnews - Divulgação Claudia Cardozo / BNEWS


O juiz Raimundo Nonato comentou, em entrevista ao BNEWS, sua recente promoção ao cargo de desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), pelo critério de merecimento, nesta quarta-feira (19). Nonato refletiu sobre sua carreira nessa nova fase.

"É difícil falar porque a gente fica realmente tomado pela emoção. Passa aquele filme que passa na cabeça de todo mundo que está num momento desse. Mas é um renovar de compromisso, com o Judiciário, com a Justiça, com os colegas e, enfim, com a sociedade de um modo geral", afirmou, demonstrando a profundidade da conquista e o quanto esse momento o impacta.

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Com 41 anos de experiência e três vezes consecutivas na lista de merecimento, o agora desembargador também mencionou sua trajetória antes da promoção, falando sobre sua última lotação na 5ª Vara de Juizados e a mudança para a presidência. Nonato ressaltou o valor do processo que o levou a essa conquista, destacando que a promoção não é algo que acontece de uma vez, mas sim um amadurecimento contínuo.

"Ninguém é promovido de uma vez só. É um processo que contribui para o amadurecimento do magistrado. Esse processo tem um significado muito grande, não é fácil, e exige sabedoria. Receber o reconhecimento dos meus pares é um compromisso muito grande", refletiu.

Nonato, defensor de longa data dos direitos humanos, ressaltou o papel fundamental de sua posição para continuar lutando por causas sociais. "Tem que ajudar sempre, né? Qualquer juiz tem que estar preocupado com isso. É uma forma muito poderosa de fazer a diferença social", disse ele, enfatizando seu compromisso com a busca de equilíbrio e igualdade.

A promoção de Raimundo Nonato também tem um simbolismo especial para a luta das mulheres no Judiciário. O juiz destacou sua participação em uma comissão composta majoritariamente por mulheres, e a importância disso para os avanços recentes no TJ-BA. "Sou o único homem numa comissão de meninas, que é uma comissão importante nos avanços significativos deste ano. Conseguimos aprovar uma resolução no tribunal instituindo a política de participação feminina, que agora foi regulamentada por decreto. Isso tem crescido, e precisamos estender essa paridade para magistradas, assessores, estagiários e outros membros do tribunal", disse.

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