Justiça
Relatório da Polícia Federal (PF) mostra que novos diálogos de telefones celulares apreendidos na investigação sobre venda de decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reforçam as suspeitas sobre a atuação ilícita do assessor Rodrigo Falcão, que era chefe de gabinete do ministro Og Fernandes. Falcão foi alvo de busca e apreensão no fim do mês de novembro.
Segundo o portal Uol, nas conversas, a advogada Juliana Falcão de Oliveira Andrade, irmã do assessor, pede a interferência de Falcão em processos que estavam sendo analisados pelo ministro Og Fernandes. Ainda segundo a PF, o assessor forneceu informações de bastidores à advogada sobre o andamento de processos em tramitação no STJ.
As conversas foram encontradas no telefone celular da esposa de Falcão, Laís Gonçalves de Vasconcelos, servidora do Tribunal de Justiça de Pernambuco, que, segundo a investigação, era usado para fazer os diálogos e não deixar rastros de atuação indevida.
A defesa de Rodrigo Falcão afirmou ao portal Uol que não se manifestaria porque a investigação é sigilosa e ele ainda não apresentou sua versão dos fatos à autoridade policial. A irmã dele não foi localizada.
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