Justiça
por Antonio Dilson Neto
Publicado em 15/09/2026, às 17h32
A discussão entre os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça durante a sessão histórica do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (15), fez uma palavra pouco comum voltar ao centro das buscas na internet: “pixuleco”.
O termo ganhou destaque depois que Gilmar criticou a forma como Mendonça conduz a apuração envolvendo o ministro Alexandre de Moraes no caso do Banco Master. O decano do STF afirmou que haveria um “inequívoco viés político-eleitoral” na condução da investigação e também questionou o período escolhido para as apurações.
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🇧🇷 Gilmar Mendes chama André Mendonça de “pixuleco” e “boneco eleitoral”. pic.twitter.com/HmReHjclsr
— Eixo Político (@eixopolitico) September 15, 2026
Durante a discussão, Gilmar classificou Mendonça como “pixuleco” e “boneco eleitoral”. A repercussão colocou a expressão entre os termos mais buscados pelos brasileiros, de acordo com o Google Trends
O termo “Pixuleco” ganhou projeção nacional em 2015, durante a Operação Lava Jato, quando a palavra era utilizada para designar dinheiro, especialmente em referência a propina.
A expressão acabou incorporada ao nome da Operação Pixuleco, deflagrada pela Polícia Federal como a 17ª fase da Lava Jato. A investigação apurava suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas a contratos da Petrobras e teve o ex-ministro José Dirceu como principal alvo.
Manifestantes contrários ao PT e à então presidente Dilma Rousseff passaram a utilizar um enorme boneco inflável representando o então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vestido de presidiário.
A caricatura ficou conhecida como “Pixuleco” e se tornou um dos símbolos dos protestos contra o governo e o partido.
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