Justiça

“Ofereci uma chupadinha”: TJ ordena a retirada de vídeos da prisão de repórter após agressão a PM

Reprodução / Redes Sociais - PM-AM
Tribunal determina a exclusão de vídeo que mostra a prisão de repórter após abordagem da Polícia Militar  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais - PM-AM
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 06/02/2026, às 17h58



O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) determinou a remoção das redes sociais do vídeo que mostra a prisão de uma ex-repórter de um jornal local de Manaus, no último sábado (31). A mulher foi detida após uma abordagem da Polícia Militar do, na sexta-feira (30).

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Segundo a corporação, durante a ação ela tentou ferir um policial militar e, por isso, foi encaminhada a uma delegacia. No local, ao ser entrevistada por uma jornalista que acompanhava a ocorrência, fez declarações que repercutiram nas redes sociais. Nas imagens, a ex-repórter apresenta sua versão sobre o episódio e nega ter atacado o militar. 

A jornalista afirma que teria segurado o colete do policial e relatou estar em surto no momento da abordagem, além de fazer comentários considerados desconexos. De acordo com a Polícia Militar, a equipe realizava patrulhamento de rotina quando foi acionada para intervir em uma situação de desordem. 

Só ofereci uma chupadinha. Isso não é crime. Eu não furei, eu peguei no colete dele para ele não fugir, porque eu queria uma carona. Quando estou em surto, não lembro de muita coisa. Lembro que faço muito sexo para desestressar”, afirmou em depoimento.

Durante a abordagem, a mulher demonstrou comportamento alterado e, em meio à confusão, tentou agredir um dos agentes. Já na delegacia, segundo a PM, manteve falas contraditórias.

A decisão judicial atendeu a um pedido de tutela cautelar de urgência apresentado pela Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM). Conforme o TJ-AM, a medida também envolveu o acionamento da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) para adoção de um protocolo específico em casos semelhantes.

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